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Final ICANN 61: Caminhos para os dados abertos com ODI e ITI

Nivaldo Cleto (*)

15 de março de 2018

 

Mais para o fim da reunião 61 da ICANN, foi possível acompanhar uma sessão Cross Community, envolvendo membros da comunidade de todas as especialidades, intitulada “Open Data at ICANN: Developing Avenues Forward for Transparency”. Essa tinha como objetivo avançar os esforços da instituição na direção de se tornar mais transparente e capaz de lidar com as crescentes pressões que sofre agora que as funções IANA foram transferidas e consolidadas dentro de seu controle, não mais pertencendo ao governo dos Estados Unidos.

Esse esforço é desdobrado em duas frentes que, apesar de possuírem os dados abertos em seu cerne, são fundamentalmente diferentes. Por um lado, temos a Open Data Initiative (ODI), enquanto por outro temos a ICANN Transparency Initiative (ITI), e é valido pararmos para compreender esses projetos individualmente, pois eles afetarão o funcionamento futuro da ICANN de maneira substanciosa.

Na ODI, o que se busca é olhar para o alto volume de informações gerados dentro dos processos de formação de políticas que se passam dentro do ambiente ICANN e estudar maneiras de tornar esse conjunto vasto de dados mais acessível para estudo e processamento, de maneira que se torne possível criar recomendações, estatísticas, e melhor orientar esforços futuros.

Já o ITI é lago interno e parte de algo mais complexo, que é a reestruturação da presença da ICANN na Web. Não é novidade que o website da ICANN sofre de problemas sérios de funcionalidade devido a não ser adaptado ao escopo e volume de atividades que cresceu na instituição ao longo dos tempos. Os documentos publicados pela ICANN enquanto organização também são mal catalogados e muitas vezes de difícil acesso. O projeto busca melhorar esses aspectos em conjunto com a reforma da parte Web.

A Business Constituency (BC) tem sido consistente e vocal nas suas demandas de que esses projetos sejam priorizados, pois para o usuário do setor empresarial é essencial o trabalho como dados confiáveis e constantes, que informem decisões de negócios sólidas e com sustentabilidade. Para o novo ano fiscal da ICANN, nossa demanda continua a mesma.

Representando a BC no painel estava o pesquisador da UNESP Mark W. Datysgeld, com o apoio do Conselheiro do CGI.br do Setor Empresarial, Nivaldo Cleto. (Ambos membros da ICANN Business Constituency)

Link para a sessão: https://61.schedule.icann.org/meetings/647628

(*) Nivaldo Cleto – Conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil CGI.br – Setor Empresarial Usuários de Internet e membro da ICANN Business Constituency.

ICANN61 – Dia 2

12.03.2018

 

Nivaldo Cleto (*)

O dia das empresas sem contrato direto com a ICANN começou com uma atualização a respeito das finanças da Business Constituency (BC), e ficou demonstrado que a instituição está muito saudável, com possibilidade de financiar projetos menores e iniciativas de seus membros voltadas a avançar os objetivos dos usuários comerciais. Andrew Mack, da AM Global, busca trazer um modelo que facilite a participação de empresas da América Latina na BC, e trabalha ativamente com a região para facilitar esse movimento.

A IPC, onde se juntam aqueles com interesse prioritário no tema da propriedade intelectual, tomou um papel de protagonismo no assunto do GDPR, adotando a liderança do tema dentro do Commercial Stakeholder Group (CSG). Assim, a BC tem agregado e se juntado às contribuições que eles tem feito, não tomando uma posição de protagonismo no assunto. Enquanto não existe oposição a isso, há uma vontade de maior participação. Steve del Bianco e Tim Chen lideram essa pauta até o momento.

A reunião aberta se iniciou com a premiação de dois membros da comunidade por suas contribuições e trabalho desenvolvido ao longo dos anos, sendo eles Phil Corwin (VirtuaLaw e agora VeriSign) e Chris Wilson (Amazon), celebrando sua liderança dentro da comunidade empresarial da Governança da Internet.

Foi discutido na reunião se é possível ampliar os critérios de novos TLDs voltados a comunidades fechadas, como é o caso, por exemplo do “.museum”, pois existe uma vontade por parte dos registries de tornar mais vagas algumas cláusulas contratuais, com o objetivo poderem vender esses para mais clientes. Isso é contencioso, pois foi alcançado um acordo durante a fase de leilões que seria quebrado.

Outra pauta foi a da eleição de membros da Board e Liaisons por parte da comunidade, que não passa pelo mesmo tipo de análise minuciosa às quais aqueles que são eleitos por meio do NomCom, que tem suas vidas examinadas de modo detalhado. Isso levanta uma série de questões quanto a o que é correto ou justo ser examinado, e de que maneira tal processo poderia ser estabelecido.

Theresa Swinehart, a Conselheira Senior para Estratégia da ICANN, trouxe um conjunto das 12 maiores demandas percebidas em relação à instituição: maior transparência/abertura, acomodar modelos emergentes, pressão para aumentar o escopo da ICANN, evolução da Internet aumentando pressão na legitimidade da ICANN, balanço de poder dentro da instituição, escalabilidade da comunidade, demanda aumentada de staff da ICANN, maior risco de segurança, escalabilidade do modelo multistakeholder, maior risco de fragmentação, pressão para integrar direitos humanos e ação policial, aumento da interferência governamental.

Depois de um extenso debate sobre o orçamento da ICANN, se deu um debate a respeito de segurança na Internet e quais as tendências de ataque que estão emergindo. A ameaça por parte das botnets é expressiva e crescente. Com tecnologias cada vez mais sofisticadas, está se tornando possível utilizar uma quantidade improcedente de máquinas para atacar o DNS e forçar a negação de serviço. Usando técnicas de distribuição regional e controle de fluxo, o ator malicioso consegue camuflar seu ataque em meio a pedidos legítimos, mesmo no caso de hm fluxo brutal de pedidos. Técnicas de análise são mecanismos importantes, mas precisam ser combinadas com dados providos pela ICANN e os atores contratados do seu sistema para serem eficientes.

 

(*) Nivaldo Cleto é Conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br e membro da Business Constituency (ICANN)

ICANN61 – Reunião de Universal Acceptance com membros brasileiros da Business Constituency

Nivaldo Cleto (*)

O processo de Universal Acceptance (UA) é um passo importante no reconhecimento de que a Internet está se tornando realmente um mecanismo global de comunicação, no qual se faz necessário integrar línguas que não possuem o alfabeto latino como base.

Nos últimos anos está se acelerando o processo de adoção dos Internationalized Domain Names (IDNs), que incluem uma diversidade de caracteres asiáticos e cirílicos. No momento, muito do código de softwares e plataformas Web destinadas a interagir com endereços de e-mail e nomes de domínio não estão preparados para lidar nem com os novos TLDs (como “.site”, “.bar” e afins), e muito menos com outros alfabetos. O UA busca mudar isso.

Pode não parecer tão evidente ainda, mas essa demanda cresce muito rapidamente entre aqueles que possuem outras línguas como base, e ainda observamos empresas que buscam inovar sua identidade online e gerar benefícios de segurança começando a migrar para novos TLDs. Um cenário que queremos evitar é o de que empresas percam oportunidades, clientes, notícias e outros caminhos para a otimização no mercado global devido a limitações técnicas, e é por isso que ações precisam começar a ser tomadas.

Para obtermos aceitação universal, todos os TLDs precisam ser tratados de maneira consistente, o que inclui os novos nomes e os internacionalizados. Eles precisam ser aceitos, validados, armazenados, processados e exibidos em todos os sistemas. Nesse ponto entra em ação o Universal Acceptance Steering Group, um esforço comunitário direcionado a programadores e equipes de TI interessados em ajudar na incorporação desses ideais em formato de código, aumentando as possibilidades de conexão global.

Durante a ICANN 61, em San Juan, ocorreu uma reunião entre Don Hollander, Secretário Geral do grupo que coordena o UA, com os membros latinos da Business Constituency (BC), junto da liderança regional da ICANN. Estavam presentes: Nivaldo Cleto (CGI.br/ICANN), Paulo Roque (ABES), Rodrigo de la Parra (ICANN org.), Daniel Fink (ICANN org.), o consultor Mark Datysgeld (Governance Primer) e o analista de políticas industriais Fabiano Barreto (Confederação Nacional da Indústria-CNI). Além do caráter informativo, ficou estabelecido que serão estudados esforços para expandir o projeto no Brasil.

Fonte de apoio: https://www.icann.org/resources/pages/universal-acceptance-2012-02-25-en

 

(*) Nivaldo Cleto é Conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br e membro da Business Constituency (ICANN)

ICANN61 – Dia Zero

Dia 10.03.2018

Nivaldo Cleto (*)

Em 10 de março de 2018 se iniciou o dia zero da ICANN 61, na cidade de San Juan, em Porto Rico. Após a reunião ser cancelada em 2016 devido a uma potencial ameaça do vírus zika, a ida da comunidade da ICANN à ilha se deu alguns meses após a passagem do Furacão Maria, que terraplanou partes da região e danificou todos os níveis da infraestrutura da ilha, principalmente a grade elétrica. Com um esforço conjunto entre ICANN, governo e membros da comunidade local, se tornou possível preparar uma estrutura suficientemente robusta para receber um evento com a proporção de uma Reunião A da ICANN, no chamado Community Forum.

GAC e .amazon

Em um anúncio inesperado, a delegada do Peru, Milagros Castanon, conhecida por sua postura agressiva em relação à questão do “.amazon”, anunciou sua saída da posição de vice-chair alcançada na reunião anterior, devido a uma mudança de região. A eleição de um substituto deve ser realizada durante a ICANN 62, ou na 63 durante a eleição regular, caso os membros do GAC não julguem necessário esse procedimento.

Retomando a questão da disputa do uso do sufixo “.amazon” dentro do espaço do DNS, protagonizada largamente por Brasil e a empresa estadunidense Amazon, ficou decidido após a reunião anterior que na reunião 61 seria necessária uma declaração do GAC justificando quais os motivos pelos quais a application da Amazon não poderia ser considerada válida, já que um painel independente de revisão (IRP) não havia encontrado problemas claros nela.

Benedicto Fonseca, delegado do Brasil, declarou que esse pedido foi introduzido na pauta da OTCA e discutido por seus membros, que criaram um grupo de trabalho técnico para avaliar a questão, com base na proposta de acordo apresentada pela Amazon. Ele citou então que seria necessário esperar até a metade de abril para terminarem a leitura da proposta e dar uma resposta ela. Em outras palavras, buscam continuar postergando a questão. Ele foi seguido por outros governos que reiteraram a questão.

A nova chair do GAC, a egípcia Manal Ismail, lembrou que com a aproximação rápida da reunião do GAC com a Board, uma carta deveria ser redigida delineando uma posição. Com uma resposta tímida dos governos presentes, ficou decidido que seria uma aspiração importante, mas nada foi prometido. Castanon afirmou que considerava a palavra “progresso” inadequada para definir o momento, pois isso indicaria uma negociação com a Amazon, algo que não estaria acontecendo ainda.

Outreach BC

Javier Rua-Javet, do At-Large Council, se juntou a membros da Câmara de Comércio de Porto Rico (Alicia Lamboy-Mombille, Presidente da Camara de Comércio de Pôrto Rico e o Diretor Executivo Miguel L Vargas-Jiménez) juntamente com os membros da Business Constituency para discutir aspectos centrais da condução de negócios na região.

Porto Rico dá confiança aos investidores devido a sua combinação de um jeito USA de business com um temperamento latino. Turismo é apenas 5% do PIB, com farmacêuticas e indústria pesada ocupando a parte essencial da economia da ilha, e correspondendo a 60% do PIB.

Porto Rico depende largamente de petróleo para gerar energia, e o governo precisa gastar 3 bilhões de dólares por ano na compra desse petróleo para poder então vender para a população como energia. Problemas administrativos sempre praguejaram a indústria de energia, com alto índice de corrupção, o que dificultou a reconstrução do setor.

A Câmara de Comércio de Porto Rico está buscando montar uma infraestrutura mais forte do que a que existia previamente, reconstruindo, mas também avançando os bens públicos. Conectividade ainda é um problema, e áreas economicamente ativas e com turismo estão melhores conectadas, mas o interior é um desafio. Ainda assim, existem muitos cabos de fibra passados, que precisam de investimento para serem aproveitados.

Porto Rico é uma das locações com maior uso de pagamentos eletrônicos do mundo, mas isso ficou inviabilizado após o furacão. Os provedores de cartão usaram satélites para suprir essa brecha, o que permitiu a recuperação rápida dessa fase.

Taxas federais são facilitadas para investidores externos, e preço de terras é baixo, estando particularmente baixo no momento. Muitos dos que graduam do colegial são bilíngues, e a posição geográfica entre o norte e sul do hemisfério ajuda a servir todo o continente. Ease of doing business não é tão alto, mas a vontade de parcerias é muito alta.

 

(*) Nivaldo Cleto é Conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br e membro da Business Constituency (ICANN)

ICANN61 – San Juan, Porto Rico – Principais discussões

O Fórum da comunidade ICANN61 começou neste dia 10 e cerca de 2.000 participantes de 150 países participam de mais de 300 sessões até o dia 15 de março (quinta-feira).

Abaixo algumas importantes discussões acerca das regras mundiais de acesso e uso da internet.

Discussões Cross-Community

  • General Data Protection Regulation (GDPR): Como adequar e permanecer ao modelo WHOIS*; a discussão segue por várias frentes e afeta todas as constituencies.* Next-Generation Registration Directory Service to Replace WHOIS é como se refere ao novo sistema que vai resultar das mudanças.
  • Colisão de nomes: como impedir nomes de domínio de entrarem em conflitos com outros recursos privados? Ou seja, se uma empresa já usa nas suas redes internas um certo sistema de nomes, como proceder sem ocorrer conflitos caso esses nomes sejam  no DNS – Domain Name System (Sistema de Nomes de Domínio)?
  • Open Data at ICANN (ODI): continuidade da disponibilização de dados abertos dentro da ICANN, com possibilidade de análise mais profunda das estatísticas que informam as políticas da empresa. No momento ainda está muito básico, precisando de mais desenvolvimento e investimento de dinheiro por parte da própria ICANN – estamos envolvidos nesse grupo.
  • O KSK Rollover foi adiado. Isso faria com que a chave que assina a segurança do DNS fosse trocada por uma nova, mas a adoção foi baixa por parte dos provedores e outros agentes, então foi preciso repensar como será feito isso.
  • Operações dos novos GTLDs – Generic Top-Level Domain (Domínios genéricos de nível superior) pela perspectiva dos registries, quais são as dificuldades? Haverá um seminário para engajar a comunidade na realidade de operação e dia-a-dia do processo, visando deixar mais claras essas relações.
  • Aposentadoria de Country Code Top-Level Domains – ccTLDs (Domínios de nível superior de código de país): como se pode/deve lidar com ccTLDs que não coincidem mais com Estados e devem ser retirados de operação?
  • Review of All Rights Protection Mechanisms in All gTLDs: medidas relativas aos contratos de domínios e as regras de propriedade intelectual às quais eles tem de aderir. Alguns buscam resoluções mais rápidas com o RDS, enquanto outros preferem o sistema antigo do UDRP.
  • International Governmental Organizations and International Non-Governmental Organizations Access to Curative Rights Dispute Resolution Mechanisms: tema voltado ao modo como são resolvidas as disputas de instituições internacionais.
  • Protections for Red Cross National Society Names in the Domain Name System: tema na continuidade da proteção do nome da Cruz Vermelha dentro do DNS, impedindo atores maliciosos de usar esse nome para golpes na sequência de desastres naturais.
  • New gTLD Subsequent Procedures: a discussão que já se estende há anos relativa ao fim que deve ser dado aos lucros advindos dos novos domínios. Com a proximidade de uma rodada prevista para 2020, se torna crucial tomar uma decisão.

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ICANN61: Reunião sobre desenvolvimento de políticas (PDP) para a América Latina

Dia 11.03.2018

Por Nivaldo Cleto*

Ocorreu neste domingo, 11 de março de 2018, em San Juan, Puerto Rico, a primeira reunião sobre Policy Development Process – PDP (Processo de Desenvolvimento de Políticas) do Generic Names Support Organization – GNSO (Organização genérica de suporte de nomes) voltada à região LAC (América Latina e Caribe) feita presencialmente durante uma reunião da ICANN. Liderada pelo administrador regional Rodrigo de la Parra, ela é resultado de uma revisão do plano estratégico para a LAC que se focou em divulgação, alcançando mais pessoas, e agregando qualidade ao processo da região. Agora busca-se aumentar a qualidade e volume das contribuições.

O palestrante Rubens Kuhl, do NIC.br, destacou duas questões que considera que se mostraram importantes para a região:

1) os nomes geográficos e as disputas com as marcas Amazon e Patagonia que se deram durante a primeira rodada de novos Top-Level Domain – TLDs (Domínios de nível superior) e;

2) a integração vertical: relação entre registry e registrars. Em nossa região existem poucos ICANN-accredited registrars, inclusive no Brasil não existe nenhum. Da maneira como o mercado está organizado, o novo TLD “.lat” está travado, pois sua venda é difícil por razões burocráticas.

Martin Silva, da The Not-for-Profit Operational Concerns Constituency – NPOC, deu ênfase a como os diferentes PDPs podem ser olhados por uma diversidade de perspectivas, dando como exemplo a revisão de Rights Protection Mechanism – RPMs, os mecanismos de proteção de propriedade intelectual. Se por um lado podem ser olhados os direitos das marcas, como é costumeiro, existe toda uma outra área de direitos de personalidade, voltada a indivíduos e organizações sem fins lucrativos, que devem ser tão considerados quanto os outros num contexto de multistakeholder, ou de múltiplas partes interessadas.

O processo de PDP possui um certo fluxo, que segue esses passos: um “issue report” (relatório de problema) surge como resultado de problemas relativos ao avanço das tecnologias, falhas em uma política, ou outras questões que pareçam estar prejudicando a operação do Domain Name System – DNS (Sistema de Nomes de Domínio). Se inicia então um “public comment” (comentário público) no qual opiniões amplas são coletadas; o “working group” (grupo de trabalho) é formado e junta interessados em debater o tema profundamente; quando uma conclusão é alcançada, um “report” (relatório) é produzido, que é levado ao conselho do GNSO e revisada; caso aprovado, ele é levado sobe para a Board da ICANN, que dá um formato final a aquela questão e passa para a implantação da mesma.

Rodrigo de la Parra lembrou que existe uma outra metade da ICANN além do GNSO, que são as partes contratadas, os registries e registrars, possuidores de um contrato com a ICANN e que portanto estão submetidos a um fluxo diferente de formação de políticas, dependendo da natureza de seus contratos. Além disso, existe a parte de números, que delibera em outra esfera, com outros grupos fora da ICANN.

Foi destacado o papel do grupo de “subsequent procedures”, que trata de como devem ser gastos os recursos adicionais da ICANN obtidos com a venda dos direitos de operação de novos TLDs. Ele é interessante, pois é dividido em uma diversidade de frentes e atende ao interesse de deliberação de praticamente qualquer stakeholder. Foram destacados também os grupos de “geonames” (nomes geográficos), e de reforma do WHOIS/RDS.

Oscar Hobbes, do LAC NIC, mencionou que qualquer um pode se aproximar também dessa instituição de capacidade técnica, para lidar com políticas de números para a região. A reunião foi encerrada com Rodrigo Saucedo discutindo os esforços da ICANN em alcançar a comunidade LAC e aproximá-la do processo.

(*) Nivaldo Cleto é Conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br e membro da Business Constituency (ICANN)