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MWC26 destaca redes como serviço e experiências imersivas conectando indústria e mobilidade

MWC26

Por Nivaldo Cleto*

A quarta-feira (04/03) foi o dia em que a feira deixou ainda mais claro o ‘como’: além de falar de 5G e IA, a indústria está tentando padronizar o caminho para que desenvolvedores e empresas consumam capacidades de rede como serviço — via APIs. Ao mesmo tempo, o evento reforçou a ideia de “experiências reais”: zonas imersivas e demonstrações conectando mobilidade, indústria e serviços públicos.

Open Gateway + agentic AI: quando a rede vira plataforma programável
Um dos destaques foi a demonstração articulada em torno do GSMA Open Gateway: a proposta é expor capacidades de rede (como qualidade sob demanda e identidade) por APIs padronizadas, e usar ‘agentic AI’ (IA com agentes que observam, decidem e executam ações) para orquestrar experiências conectadas em múltiplos domínios (móvel e fixo). Na prática, é o passo de ‘rede como infraestrutura’ para ‘rede como plataforma’.

A ‘IQ Era’ no showfloor: novas zonas e demos com foco em uso real
O evento também reforçou sua leitura de ‘The IQ Era’: menos tecnologia por tecnologia e mais protótipos visíveis. Zonas como New Frontiers (com temas como robótica e redes não‑terrestres) e Airport of the Future foram descritas como espaços para testar, ao vivo, como conectividade e IA se transformam em operação.

Indústria conectada: da narrativa à aplicação
A programação de Connected Industries foi apresentada como vitrine de transformação digital ‘mão na massa’, cobrindo setores como manufatura, fintech, mobilidade e esportes/entretenimento, com foco em casos de uso e frameworks (por exemplo, soberania de IA e redes privadas em contexto corporativo).

 

GLOSSÁRIO
• MWC: Mobile World Congress, evento de conectividade em Barcelona.
• IA / AI: Inteligência Artificial.
• API: Application Programming Interface (interface para softwares ‘conversarem’ entre si).
• Edge (borda): computação mais próxima do usuário/dispositivo, para reduzir latência.
• NTN: Non‑Terrestrial Networks (redes não‑terrestres, incluindo satélites).
• LEO: Low Earth Orbit (órbita baixa de satélite).
• Open Gateway: iniciativa GSMA para padronizar APIs de capacidades de rede.
• Agentic AI: IA com ‘agentes’ capazes de observar, decidir e agir (orquestração automatizada).
• 5G‑Advanced: evolução do 5G com recursos avançados e maior eficiência.

Foto de capa: © 2026 GSMA / MWC

(*) Nivaldo Cleto é empresário de contabilidade e de certificação digital, conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil CGI.br e membro da ICANN Business Constituency – BC

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