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DIÁRIO DA ICANN74 – 13 DE JUNHO DE 2022

Cobertura de Eventos ICANN 74

Por Nivaldo Cleto (*)

A ICANN 74 começou com um clima agitado, sendo a primeira reunião presencial da comunidade desde 2019. Conforme os participantes se acostumam novamente a interagir pessoalmente, se faz necessário correr atrás de pautas que ficaram um pouco perdidas durante o período de pandemia, recuperando o tempo perdido e realinhando prioridades.

Um dos grandes destaques que surgiram durante esse período foi o grupo do Conselho do GNSO (Organização de Apoio para Nomes Genéricos) inteiramente dedicado ao estudo do abuso no DNS[1], buscando encontrar recomendações efetivas sobre o tema que possam se adotadas pela comunidade. Esse time é composto por conselheiros de todos os setores presentes no GNSO, contando também com uma membra convidada representante dos usuários finais.

Depois de uma chamada para contribuições e o recebimento de sugestões e questionamentos de todas partes interessadas no processo, o time trabalhou intensamente na análise desses dados, chegando à ICANN 74 com esse esforço largamente concluído e apontando para um pedido da comunidade por um processo que seja ágil e não envolva questões para além do escopo do combate a atores maliciosos.

Recentemente o grupo se encontrou com o time de compliance da organização ICANN em si, e entendimentos foram alcançados sobre qual o papel deste time nos procedimentos. Ficou entendido que eles servem como um ator que supervisiona problemas em curso de abuso, mas que não pode atuar diretamente nos problemas. Fica a pergunta se a comunidade deseja que isso seja diferente.

Os caminhos de resolução são múltiplos e envolvem uma série de considerações. Em princípio, uma simples reavaliação do entendimento dos contratos poderia já mudar muito a situação sem ter que alterar nenhuma política. Mesmo no caso de políticas, estas podem ser extremamente direcionadas e focadas na obtenção de resultados específicos, ao contrário do modelo amplo adotado em muitos dos processos.

Continuaremos a seguir o tema e trabalhar para que, cada vez menos, esse seja um empecilho para a atuação das pequenas e médias empresas na Internet.

(*) Conselheiro do Comitê Gestor da Internet e membro da ICANN Business Constituency

[1] A ICANN define o abuso de DNS ((Domain Name System) em cinco amplas categorias de atividades prejudiciais: botnets, malware, pharming, phishing e spam (já que é usado para propagar outras ameaças à segurança do DNS).

Confira as entrevista com Demi Getschko e Mark Datysgeld

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