{"id":863,"date":"2018-04-27T13:32:44","date_gmt":"2018-04-27T16:32:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nivaldocleto.cnt.br\/news\/?p=863"},"modified":"2018-04-27T13:32:44","modified_gmt":"2018-04-27T16:32:44","slug":"dominio-br-perde-forca-entre-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/dominio-br-perde-forca-entre-brasileiros\/","title":{"rendered":"Dom\u00ednio &#8216;.br&#8217; perde for\u00e7a entre brasileiros"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>Por Rodrigo Carro | Do Rio <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.nivaldocleto.cnt.br\/news\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/demi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nivaldocleto.cnt.br\/news\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/demi-300x268.jpg\" alt=\"\" title=\"demi\" width=\"300\" height=\"268\" class=\"alignleft size-medium wp-image-864\" \/><\/a><br \/>\nS\u00e9timo colocado na lista dos dom\u00ednios que identificam pa\u00edses, o &#8220;.br&#8221; vem perdendo for\u00e7a nos \u00faltimos anos. Ao fim de 2017, havia 3,9 milh\u00f5es de sites registrados com o dom\u00ednio brasileiro, o que representou um crescimento praticamente nulo frente ao ano anterior. Mantida a tend\u00eancia atual, o n\u00famero de sites tende a se estabilizar ainda este ano em 4 milh\u00f5es. <\/p>\n<p>Al\u00e9m da crise econ\u00f4mica no pa\u00eds e do reajuste na tarifa de registro, o &#8220;.br&#8221; sofre com a concorr\u00eancia internacional de dom\u00ednios gen\u00e9ricos, n\u00e3o associados a pa\u00edses, como o &#8220;.xyz&#8221; e o &#8220;.vip&#8221;. A expans\u00e3o anual de apenas 0,18% do n\u00famero de registros brasileiros contrasta com a do min\u00fasculo arquip\u00e9lago de Tokelau, cuja popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de 1,3 mil habitantes. Identificado pela termina\u00e7\u00e3o &#8220;.tk&#8221;, o territ\u00f3rio administrado pela Nova Zel\u00e2ndia firmou-se como uma &#8220;pot\u00eancia&#8221; da internet. Em 2017, cresceu 6,41%, para 19,9 milh\u00f5es de sites registrados com o seu dom\u00ednio. Na verdade, Tokelau \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o na lista dos dez mais populares dom\u00ednios nacionais de n\u00edvel superior, como s\u00e3o chamadas termina\u00e7\u00f5es que designam pa\u00edses ou territ\u00f3rios. L\u00edder no ranking de pa\u00edses, o dom\u00ednio &#8220;.cn&#8221;, da China, avan\u00e7ou s\u00f3 1,42% em 2017. A Alemanha (terceira colocada) cresceu 1,24%.<\/p>\n<p>&#8220;Houve uma pulveriza\u00e7\u00e3o dos dom\u00ednios no mercado internacional&#8221;, diz Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br, entidade que implanta as decis\u00f5es e projetos do Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil. No caso de Tokelau, trata-se de um dom\u00ednio gen\u00e9rico que passou a ser oferecido de gra\u00e7a a partir de 2006 pela empresa Freedom Registry (hoje FreeNom). Assim como Cocos e Palau, outros pequenos arquip\u00e9lagos no Oceano Pac\u00edfico, as ilhas de Tokelau delegaram a empresas privadas a autoridade para registrar nomes de p\u00e1ginas com seus dom\u00ednios. &#8220;Existe tamb\u00e9m muita gente indo para as redes sociais&#8221;, diz Getschko. Ele cita como exemplo microempresas que optam pela presen\u00e7a no Facebook em vez de criar sites pr\u00f3prios. Apesar da desacelera\u00e7\u00e3o no registro de p\u00e1ginas &#8220;.br&#8221;, ele projeta uma expans\u00e3o entre 5% e 10% para este ano. \u00c0 luz dos n\u00fameros dos \u00faltimos dez anos, a estimativa de Getschko soa otimista. Se no fim da d\u00e9cada passada o total de sites que usam o dom\u00ednio brasileiro crescia a taxas de dois d\u00edgitos, no in\u00edcio de 2010 a expans\u00e3o perdeu f\u00f4lego. Recuou para menos de 10% ao ano.<\/p>\n<p>Proje\u00e7\u00e3o feita pelo Valor Data, com base nos dados dos dez \u00faltimos anos compilados pela consultoria Teleco, indicam estabilidade em 2018. &#8220;A expans\u00e3o da internet vem sofrendo os efeitos da globaliza\u00e7\u00e3o da rede, em que os dom\u00ednios &#8216;.br&#8217;, por serem locais ou nacionais, deixaram de ser atraentes para as grandes empresas, que buscam registros sem nacionaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Gilberto Braga, professor de Finan\u00e7as do Ibmec\/RJ. Apesar da tend\u00eancia \u00e0 estabilidade, Braga argumenta que \u00e9 preciso levar em considera\u00e7\u00e3o uma prov\u00e1vel melhoria do contexto econ\u00f4mico. Dentro dessa l\u00f3gica, o n\u00famero de sites com dom\u00ednio brasileiro subiria de zero a 1% por ano at\u00e9 2020, estima o professor do Ibmec\/RJ. <\/p>\n<p>&#8220;A economia \u00e9 uma das explica\u00e7\u00f5es&#8221;, diz Renato Opice Blum, coordenador do curso de direito digital do Insper, em uma refer\u00eancia \u00e0 estagna\u00e7\u00e3o em 2017. Mas o advogado destaca tamb\u00e9m &#8211; como obst\u00e1culos ao avan\u00e7o do &#8220;.br&#8221; &#8211; a crescente facilidade para registrar dom\u00ednios, n\u00e3o necessariamente no Brasil. E a possibilidade de usar dom\u00ednios mais sugestivos do ponto de vista de marketing. O &#8220;.xyz&#8221;, por exemplo, \u00e9 usado nos registros de 2,3 milh\u00f5es de p\u00e1ginas, de acordo com o site nTLDStats. &#8220;Est\u00e1 havendo certa migra\u00e7\u00e3o. Muitas empresas est\u00e3o mais preocupadas em ter seus aplicativos no Google Play e na Apple Store. Depois se preocupam em criar um site&#8221;, diz Blum. &#8220;\u00c9 o caso das startups com or\u00e7amento limitado.&#8221;<\/p>\n<p>Disposto a expandir as op\u00e7\u00f5es de dom\u00ednios existentes no pa\u00eds, o NIC.br liberou ao longo do ano passado 54 novas categorias dentro do dom\u00ednio &#8220;.br&#8221; para cidades com mais de 500 mil habitantes. O pacote inclui Floripa.com e Sampa.com. No exterior, cidades como Berlim e T\u00f3quio j\u00e1 adotaram essa estrat\u00e9gia. Mesmo com a diversifica\u00e7\u00e3o, o tradicional &#8220;.com&#8221; continua a ser, de longe, o dom\u00ednio mais usado no mundo. No fim do ano passado, havia 131,9 milh\u00f5es de p\u00e1ginas registradas com essa termina\u00e7\u00e3o &#8211; 3,94% a mais do que em 2016. <\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rodrigo Carro | Do Rio S\u00e9timo colocado na lista dos dom\u00ednios que identificam pa\u00edses, o &#8220;.br&#8221; vem perdendo for\u00e7a nos \u00faltimos anos. Ao fim de 2017, havia 3,9 milh\u00f5es de sites registrados com o dom\u00ednio brasileiro, o que representou um crescimento praticamente nulo frente ao ano anterior. Mantida a tend\u00eancia atual, o n\u00famero de sites tende a se estabilizar ainda este ano em 4 milh\u00f5es. Al\u00e9m da crise econ\u00f4mica no pa\u00eds e do reajuste na tarifa de registro, o &#8220;.br&#8221; sofre com a concorr\u00eancia internacional de dom\u00ednios gen\u00e9ricos, n\u00e3o associados a pa\u00edses, como o &#8220;.xyz&#8221; e o &#8220;.vip&#8221;. A expans\u00e3o anual de apenas 0,18% do n\u00famero de registros brasileiros contrasta com a do min\u00fasculo arquip\u00e9lago de Tokelau, cuja popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de 1,3 mil habitantes. Identificado pela termina\u00e7\u00e3o &#8220;.tk&#8221;, o territ\u00f3rio administrado pela Nova Zel\u00e2ndia firmou-se como uma &#8220;pot\u00eancia&#8221; da internet. Em 2017, cresceu 6,41%, para 19,9 milh\u00f5es de sites registrados com o seu dom\u00ednio. Na verdade, Tokelau \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o na lista dos dez mais populares dom\u00ednios nacionais de n\u00edvel superior, como s\u00e3o chamadas termina\u00e7\u00f5es que designam pa\u00edses ou territ\u00f3rios. L\u00edder no ranking de pa\u00edses, o dom\u00ednio &#8220;.cn&#8221;, da China, avan\u00e7ou s\u00f3 1,42% em 2017. 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