{"id":588,"date":"2014-11-12T16:15:29","date_gmt":"2014-11-12T18:15:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nivaldocleto.cnt.br\/news\/?p=588"},"modified":"2014-11-12T16:15:29","modified_gmt":"2014-11-12T18:15:29","slug":"como-melhorar-o-som-da-tv-sem-complicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/como-melhorar-o-som-da-tv-sem-complicacao\/","title":{"rendered":"Como melhorar o som da TV sem complica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>Por Gustavo Brigatto e Jo\u00e3o Luiz Rosa | De S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para manter o consumidor sentado \u00e0 frente da televis\u00e3o &#8211; e combater o avan\u00e7o de tablets, smartphones e videogames na disputa pela aten\u00e7\u00e3o do espectador &#8211; os fabricantes de eletroeletr\u00f4nicos tornaram-se quase obsessivos na busca pela imagem perfeita. A alta defini\u00e7\u00e3o ou HD, o 3D e o a super-resolu\u00e7\u00e3o proporcionada pelo 4K s\u00e3o exemplos das tecnologias desenvolvidas para fascinar os olhos. Nessa corrida, entretanto, parece que as empresas esqueceram outro sentido: a audi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As novas tecnologias aperfei\u00e7oaram tanto a imagem que os aficionados por filmes de guerra conseguem ver os gr\u00e3os de poeira que se levantam dos soldados nas trincheiras. O som do canh\u00e3o inimigo, no entanto, parece uma bombinha de S\u00e3o Jo\u00e3o. Mais que um descompasso, houve um retrocesso. As antigas TVs de tubo, que hoje parecem pe\u00e7as de museu, costumavam ter pot\u00eancia de \u00e1udio entre 10 e 60 watts. Um modelo de 34 polegadas, por exemplo, tinha em m\u00e9dia 40 watts de pot\u00eancia. Hoje, uma TV de tela fina com tecnologia LED de 32 polegadas tem metade dessa capacidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.valor.com.br\/sites\/default\/files\/gn\/14\/10\/arte14est-101-home-d4.jpg\" alt=\"\" width=\"551\" height=\"241\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para compensar a perda e reproduzir em casa uma experi\u00eancia mais pr\u00f3xima \u00e0 do cinema, muitos consumidores passaram a adquirir home theaters &#8211; conjuntos de caixas ac\u00fasticas capazes de criar a sensa\u00e7\u00e3o de imers\u00e3o sonora. O problema \u00e9 que a maioria desses aparelhos requer uma dose razo\u00e1vel de trabalho para ser instalados. Em muitos casos, \u00e9 necess\u00e1rio contratar t\u00e9cnicos para domar o emaranhado de fios e fazer o sistema funcionar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma sa\u00edda para n\u00e3o se conformar com o \u00e1udio fraco das TVs, nem ter de quebrar a parede para acomodar o home theater \u00e9 optar pelas barras de som, ou &#8220;sound bars&#8221;. Como o nome diz, s\u00e3o aparelhos retangulares e finos, que lembram barras horizontais. Afixados na parede ou colocados em um suporte, sempre aparecem embaixo do aparelho de TV.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As barras de som mais sofisticadas, ou 5.1, simulam o efeito &#8220;surround&#8221;. \u00c9 a sensa\u00e7\u00e3o que se tem no cinema quando um carro passa em alta velocidade e voc\u00ea ouve o som se movendo de uma dire\u00e7\u00e3o para outra. Os home theaters tamb\u00e9m fazem isso, devido \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das caixas na sala &#8211; tr\u00eas delas s\u00e3o colocadas \u00e0 frente do sof\u00e1, pr\u00f3ximo \u00e0 TV. \u00c9 onde tamb\u00e9m fica o subwoofer, uma caixa dedicada especificamente aos sons graves. Outras duas caixas s\u00e3o colocadas atr\u00e1s do espectador. As barras de som s\u00e3o mais simples e geralmente compostas de duas partes &#8211; a pr\u00f3pria barra, que tem alto-falantes internos, e o subwoofer. O efeito &#8220;surround&#8221; \u00e9 simulado por esses alto-falantes, sem a necessidade de espalhar dispositivos pela casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O modelo YSP 2500, por exemplo, usa uma tecnologia batizada de IntelliBeam. O aparelho da japonesa Yamaha tem um microfone que capta o som do ambiente e calcula sua distribui\u00e7\u00e3o de acordo com as configura\u00e7\u00f5es da sala. Dessa maneira, consegue saber para qual parede deve enviar um determinado som, de forma a provocar o efeito desejado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os modelos de barra menos sofisticados, ou 2.1, tamb\u00e9m s\u00e3o compostos de duas partes &#8211; a principal e o subwoofer -, mas n\u00e3o conseguem reproduzir o efeito surround. No caso, s\u00f3 melhoram o som que vem da TV.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pot\u00eancia \u00e9 uma quest\u00e3o a considerar na hora de fazer a compra. A capacidade de uma barra de som costuma ficar em torno de 40 a 200 watts. \u00c9 bem menos que um home theater, cuja pot\u00eancia pode passar de mil watts. Essa desvantagem t\u00e9cnica, por\u00e9m, pode vir a calhar dependendo do tamanho da sala onde a barra vai funcionar. Com o barateamento das TVs, muitos consumidores ca\u00edram na tenta\u00e7\u00e3o de comprar o maior aparelho que cabia no or\u00e7amento. O resultado \u00e9 parecido com o de quem senta na primeira fila do cinema e se v\u00ea engolido pela tela. No caso do som, a recomenda\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 evitar os excessos. As barras s\u00e3o especialmente recomendadas para quem mora em pequenos est\u00fadios ou apartamentos de at\u00e9 60 metros &#8211; um tamanho cada vez mais comum nas grandes cidades. Mesmo quem vive em lugares maiores deve prestar aten\u00e7\u00e3o ao tamanho da sala de TV. Do contr\u00e1rio, corre o risco de ver o som invadindo os demais c\u00f4modos e, eventualmente, a casa do vizinho. \u00c9 o suficiente para iniciar uma briga de condom\u00ednio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante lembrar que as barras de som n\u00e3o funcionam como aparelhos que reproduzem v\u00eddeo. Ou seja, n\u00e3o tem DVDs ou Blu-ray acoplados, como ocorre em muitos home theaters. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel plugar um pen drive nos aparelhos para assistir a um v\u00eddeo tirado da internet, por exemplo. A fun\u00e7\u00e3o \u00e9 essencialmente melhorar o som.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os fabricantes, no entanto, t\u00eam investido para ampliar os recursos dos equipamentos. O modelo Lifestyle 135 Series III, da americana Bose, \u00e9 capaz de acessar servi\u00e7os de m\u00fasica e r\u00e1dios on-line como Spotify e Deezer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As barras s\u00e3o &#8220;agn\u00f3sticas&#8221;. O equipamento de uma marca funciona com a televis\u00e3o de outra. Isso ajuda na hora de trocar um equipamento antiquado ou que come\u00e7ou a apresentar defeito. D\u00e1 para substituir um aparelho sem se preocupar em trocar o outro tamb\u00e9m. Mas comprar aparelhos da mesma marca pode garantir vantagens. As coreanas Samsung e LG, por exemplo, permitem que suas barras de som sejam conectadas totalmente sem fio a alguns de seus aparelhos de TV.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Investir em som de qualidade n\u00e3o \u00e9 barato. Os modelos de boas marcas dispon\u00edveis no Brasil variam entre R$ 899 e R$ 2 mil. Nessa faixa de pre\u00e7o, d\u00e1 para facilmente comprar TVs de LED entre 32 e 42 polegadas. No exterior, s\u00e3o encontradas barras por pre\u00e7os ainda mais altos. O modelo da Bose custa US$ 2,6 mil. A boa not\u00edcia \u00e9 que no mundo da tecnologia os pre\u00e7os costumam baixar rapidamente, \u00e0 medida que aumenta a demanda. Sempre h\u00e1 produtos novos para ocupar a faixa mais alta da tabela, mas os produtos b\u00e1sicos tornam-se bem acess\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os fabricantes tamb\u00e9m investem permanentemente para criar produtos que se adaptem a diferentes necessidades e perfis de uso. A Woox Innovations, empresa que det\u00e9m os direitos da marca Philips para \u00e1udio, criou o Epitome Fidelio E5. \u00c9 uma esp\u00e9cie de h\u00edbrido entre home theater e barra de som. S\u00e3o duas caixas ac\u00fasticas e um subwoofer que se ligam por fio \u00e0 TV. A novidade \u00e9 que outras duas caixas podem ser destacadas das primeiras &#8211; e colocadas em qualquer parte do ambiente sem fios. A Woox batizou essa configura\u00e7\u00e3o de &#8220;surround&#8221; sob demanda. A expectativa \u00e9 que o produto chegue ao Brasil neste m\u00eas, mas o pre\u00e7o ainda n\u00e3o foi definido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao que tudo indica, as pr\u00f3prias TVs v\u00e3o incorporar um \u00e1udio de qualidade no futuro. A tecnologia 8K &#8211; com imagem 16 vezes superior \u00e0 do padr\u00e3o Full HD &#8211; vir\u00e1 preparada para reproduzir sons com 22.1 canais. \u00c9 quatro vezes mais que o som das melhores TVs de hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Do Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Gustavo Brigatto e Jo\u00e3o Luiz Rosa | De S\u00e3o Paulo Para manter o consumidor sentado \u00e0 frente da televis\u00e3o &#8211; e combater o avan\u00e7o de tablets, smartphones e videogames na disputa pela aten\u00e7\u00e3o do espectador &#8211; os fabricantes de eletroeletr\u00f4nicos tornaram-se quase obsessivos na busca pela imagem perfeita. A alta defini\u00e7\u00e3o ou HD, o 3D e o a super-resolu\u00e7\u00e3o proporcionada pelo 4K s\u00e3o exemplos das tecnologias desenvolvidas para fascinar os olhos. Nessa corrida, entretanto, parece que as empresas esqueceram outro sentido: a audi\u00e7\u00e3o. As novas tecnologias aperfei\u00e7oaram tanto a imagem que os aficionados por filmes de guerra conseguem ver os gr\u00e3os de poeira que se levantam dos soldados nas trincheiras. O som do canh\u00e3o inimigo, no entanto, parece uma bombinha de S\u00e3o Jo\u00e3o. Mais que um descompasso, houve um retrocesso. As antigas TVs de tubo, que hoje parecem pe\u00e7as de museu, costumavam ter pot\u00eancia de \u00e1udio entre 10 e 60 watts. Um modelo de 34 polegadas, por exemplo, tinha em m\u00e9dia 40 watts de pot\u00eancia. Hoje, uma TV de tela fina com tecnologia LED de 32 polegadas tem metade dessa capacidade. Para compensar a perda e reproduzir em casa uma experi\u00eancia mais pr\u00f3xima \u00e0 do cinema, muitos consumidores [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-588","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/588","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=588"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/588\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=588"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=588"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=588"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}