{"id":506,"date":"2014-02-18T17:02:03","date_gmt":"2014-02-18T20:02:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nivaldocleto.cnt.br\/news\/?p=506"},"modified":"2014-02-18T17:02:03","modified_gmt":"2014-02-18T20:02:03","slug":"o-computador-esta-morto-longa-vida-ao-computador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/o-computador-esta-morto-longa-vida-ao-computador\/","title":{"rendered":"O computador est\u00e1 morto. Longa vida ao computador!"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por Gustavo Brigatto e Jo\u00e3o Luiz Rosa | De S\u00e3o Paulo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 de hoje que se anuncia a morte do computador pessoal. De fato, o equipamento que trouxe a revolu\u00e7\u00e3o digital para a casa das pessoas tem perdido espa\u00e7o rapidamente nos \u00faltimos anos. No quarto trimestre de 2013, as vendas globais de PCs ca\u00edram 6,9%, no s\u00e9timo trimestre consecutivo de queda. No ano, quando 316 milh\u00f5es de unidades foram vendidas, o recuo chegou a 10%, no pior resultado da hist\u00f3ria desses aparelhos, segundo a empresa de pesquisa Gartner.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desinteresse pelo PC &#8211; especialmente os desktops, que ficam em cima da mesa do usu\u00e1rio &#8211; \u00e9 justificado pela prefer\u00eancia do consumidor pelos dispositivos m\u00f3veis, como tablets e smartphones. Esses equipamentos ganharam um poder de computa\u00e7\u00e3o capaz de dar conta da maior parte das tarefas do usu\u00e1rio comum, com a vantagem de que podem ser transportados de um lado para outro.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/www.valor.com.br\/sites\/default\/files\/gn\/14\/02\/arte18est-101-comput-d4.jpg\" alt=\"\" width=\"529\" height=\"769\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 no ano passado, de acordo com a Strategy Analytics, empresa de pesquisa de mercado, foram vendidos 1 bilh\u00e3o de smartphones no mundo, tr\u00eas vezes mais que o n\u00famero de PCs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\">A avalia\u00e7\u00e3o de analistas, por\u00e9m, \u00e9 que o pior j\u00e1 passou. N\u00e3o que os PCs estejam pr\u00f3ximos de um retorno retumbante, mas a expectativa, para al\u00edvio dos fabricantes, \u00e9 que as vendas se estabilizem daqui para frente, sem redu\u00e7\u00f5es significativas.<\/span><span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse cen\u00e1rio \u00e9 resultado, em grande parte, do lan\u00e7amento de equipamentos que trazem uma nova abordagem. Os aparelhos mant\u00eam caracter\u00edsticas b\u00e1sicas dos velhos PCs, mas apresentam novidades que os aproximam dos dispositivos m\u00f3veis mais desejados. S\u00e3o &#8220;reencarna\u00e7\u00f5es&#8221; do computador pessoal, adaptadas aos tempos da internet r\u00e1pida e dispon\u00edvel em qualquer lugar.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Chromebook \u00e9 a mais recente tentativa de remodelar o PC. O equipamento \u00e9 um notebook simplificado, que funciona conectado \u00e0 internet na maior parte do tempo. A vantagem mais evidente \u00e9 o pre\u00e7o. Nos Estados Unidos, onde custa entre US$ 199 e US$ 350, o Chromebook sai pela metade do pre\u00e7o de um equipamento b\u00e1sico. No Brasil, dois modelos est\u00e3o dispon\u00edveis at\u00e9 agora, um da taiwanesa Acer e outro da coreana Samsung. O primeiro custa R$ 1,3 mil e o segundo, R$ 1,1 mil. Esses valores s\u00e3o muito parecidos com os de um notebook tradicional b\u00e1sico, por conta principalmente dos impostos.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O consumidor pode usar o Chromebook desconectado da internet, mas \u00e9 s\u00f3 ligado \u00e0 rede que vai tirar todo o proveito do equipamento. A proposta \u00e9 n\u00e3o instalar muitos softwares no pr\u00f3prio dispositivo. Em vez disso, o usu\u00e1rio acessa os servi\u00e7os on-line, por meio da nuvem computacional.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Chromebook foi concebido pelo Google, embora n\u00e3o seja fabricado pela companhia de internet. Cada fabricante cria seu pr\u00f3prio equipamento, com base em diretrizes estabelecidas pelo Google. \u00c9 o primeiro aparelho a adotar o sistema operacional Chrome OS, desenvolvido para competir com sistemas rivais como o Windows, da Microsoft, e o Mac OS, da Apple.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O equipamento foi apresentado em 2009 e os primeiros modelos apareceram dois anos depois. Mas foi s\u00f3 no fim do ano passado que o Chromebook ganhou for\u00e7a. Segundo a empresa de pesquisa NPD, os aparelhos responderam por 21% dos notebooks vendidos (em n\u00famero de unidades) nos Estados Unidos em 2013.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 preciso mais tempo para ver como ser\u00e1 a aceita\u00e7\u00e3o do Chromebook fora dos EUA. O conceito de um computador &#8220;burro&#8221;, que busca a maior parte de seus recursos na web, j\u00e1 foi tentado anteriormente, sem muito sucesso na \u00e9poca. Nos anos 90, v\u00e1rias empresas &#8211; da Microsoft \u00e0 Oracle &#8211; investiram na ideia do Network Computer, ou NC, mas o produto n\u00e3o deslanchou, em parte devido \u00e0 aus\u00eancia de infraestrutura suficiente.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os h\u00edbridos s\u00e3o outra forma de recriar o PC. Os equipamentos combinam fun\u00e7\u00f5es de notebook e tablet. Os formatos variam bastante. Nos &#8220;destac\u00e1veis&#8221;, a tela se desprende do teclado, funcionando como um tablet aut\u00f4nomo. Nos &#8220;convers\u00edveis&#8221;, a tela gira e pode ser sobreposta ao corpo do aparelho. Os &#8220;deslizantes&#8221;, como o nome sugere, permitem que a tela esconda o teclado.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cria\u00e7\u00e3o dos h\u00edbridos tenta resolver um dilema dos consumidores. Os usu\u00e1rios n\u00e3o querem carregar dois equipamentos ao mesmo tempo, mas acham o tablet restrito para tarefas de trabalho e o notebook, dif\u00edcil de carregar. Mas para unir os dois mundos, os h\u00edbridos ainda t\u00eam v\u00e1rios desafios a superar. Um deles \u00e9 o pre\u00e7o. No Brasil, os aparelhos (a maioria importada) custam de R$ 3 mil a R$ 6 mil. O peso \u00e9 outro empecilho. Em geral, eles s\u00e3o bem mais pesados que os tablets normais.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os desktops tamb\u00e9m est\u00e3o recebendo sua segunda chance, na forma dos tudo-em-um. S\u00e3o computadores sem torre. Todos os componentes est\u00e3o embutidos na pr\u00f3pria tela. Os equipamentos t\u00eam design sofisticado, que se estende a perif\u00e9ricos como teclado e mouse. Algumas marcas chegaram a usar o conceito no passado, quando os monitores ainda eram de tubo, caso da Compaq (mais tarde adquirida pela HP). Nessa nova fase, a pioneira foi a Apple, que transformou o iMac em um objeto bonito de ver, ao usar telas superfinas e material como alum\u00ednio. Praticamente todas as grandes fabricantes adotaram o modelo.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das vantagens do tudo-em-um \u00e9 a economia de espa\u00e7o. Com as pessoas morando em casas cada vez menores, esse se torna um apelo de marketing importante. O design elegante tamb\u00e9m faz com que o consumidor j\u00e1 n\u00e3o veja a necessidade de &#8220;esconder&#8221; o desktop, como acontecia com os modelos antigos, que lembravam pe\u00e7as de escrit\u00f3rio.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se j\u00e1 foram considerados vil\u00f5es, por atrair crian\u00e7as e adolescentes para as lan houses, os PCs est\u00e3o fazendo o caminho inverso com os tudo-em-um. As telas sens\u00edveis ao toque s\u00e3o uma maneira de os pais se divertirem com os filhos em atividades l\u00fadicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 13px;\">Do Valor Econ\u00f4mico<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Gustavo Brigatto e Jo\u00e3o Luiz Rosa | De S\u00e3o Paulo N\u00e3o \u00e9 de hoje que se anuncia a morte do computador pessoal. De fato, o equipamento que trouxe a revolu\u00e7\u00e3o digital para a casa das pessoas tem perdido espa\u00e7o rapidamente nos \u00faltimos anos. No quarto trimestre de 2013, as vendas globais de PCs ca\u00edram 6,9%, no s\u00e9timo trimestre consecutivo de queda. No ano, quando 316 milh\u00f5es de unidades foram vendidas, o recuo chegou a 10%, no pior resultado da hist\u00f3ria desses aparelhos, segundo a empresa de pesquisa Gartner.\u00a0 O desinteresse pelo PC &#8211; especialmente os desktops, que ficam em cima da mesa do usu\u00e1rio &#8211; \u00e9 justificado pela prefer\u00eancia do consumidor pelos dispositivos m\u00f3veis, como tablets e smartphones. Esses equipamentos ganharam um poder de computa\u00e7\u00e3o capaz de dar conta da maior parte das tarefas do usu\u00e1rio comum, com a vantagem de que podem ser transportados de um lado para outro.\u00a0 S\u00f3 no ano passado, de acordo com a Strategy Analytics, empresa de pesquisa de mercado, foram vendidos 1 bilh\u00e3o de smartphones no mundo, tr\u00eas vezes mais que o n\u00famero de PCs. A avalia\u00e7\u00e3o de analistas, por\u00e9m, \u00e9 que o pior j\u00e1 passou. 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