{"id":475,"date":"2013-12-01T12:35:24","date_gmt":"2013-12-01T14:35:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nivaldocleto.cnt.br\/news\/?p=475"},"modified":"2013-12-01T12:35:24","modified_gmt":"2013-12-01T14:35:24","slug":"apertem-os-cintos-o-piloto-quase-sumiu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/apertem-os-cintos-o-piloto-quase-sumiu\/","title":{"rendered":"Apertem os cintos: o piloto (quase) sumiu"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>Por Chico Barbosa | Para o Valor, de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.nivaldocleto.cnt.br\/news\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/foto26est-101-mercedez-d4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-476\" title=\"foto26est-101-mercedez-d4\" src=\"http:\/\/www.nivaldocleto.cnt.br\/news\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/foto26est-101-mercedez-d4-300x211.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"211\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Divulga\u00e7\u00e3o \/ Divulga\u00e7\u00e3oClasse S 500 Intelligente Drive, da Mercedes-Benz, rodou 100 km em percurso urbano e rural, na Alemanha, sem a interven\u00e7\u00e3o do &#8220;motorista&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode estar com os dias contados o prazer de dirigir um autom\u00f3vel, no sentido de se sentir domando a m\u00e1quina, segurando firme o volante, trocando de marchas, enfim, sendo o &#8220;senhor&#8221; que d\u00e1 vida e movimento ao veloc\u00edmetro no quadro de instrumentos. E esse veredicto n\u00e3o decorre exatamente porque a tend\u00eancia natural \u00e9 de cada vez mais optarmos por transportes p\u00fablicos ou mesmo porque, para enfrentar o tr\u00e2nsito ca\u00f3tico, s\u00f3 contratando um motorista para ir e vir, enquanto se ganha tempo e economiza paci\u00eancia nos assentos dos passageiros.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ato de pilotar pode se tornar obsoleto, ou ao menos cada vez mais facultativo, porque, a julgar pelas iniciativas de diferentes atores envolvendo ind\u00fastria automobil\u00edstica e empresas de tecnologia de ponta, \u00e9 quest\u00e3o de tempo para que o ve\u00edculo tenha a op\u00e7\u00e3o de se locomover por conta pr\u00f3pria &#8211; sen\u00e3o n\u00e3o completamente sozinho, feito os midi\u00e1ticos avi\u00f5es n\u00e3o tripulados conhecidos como drones, ao menos de forma independente, com pouca interven\u00e7\u00e3o de quem est\u00e1 sentando no banco do condutor.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se pararmos para pensar, n\u00e3o \u00e9 de hoje que o autom\u00f3vel toma algumas decis\u00f5es por meio de comandos devidamente &#8220;treinados&#8221;, sem precisar consultar o motorista. O popular piloto autom\u00e1tico \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o nesse sentido, embora fosse mais prudente chamar esse equipamento de controlador de velocidade, uma vez que ele n\u00e3o opera o ve\u00edculo, apenas o deixa em acelera\u00e7\u00e3o constante ou o impede de ultrapassar determinado limite.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo a mesma trilha, nos modelos mais avan\u00e7ados \u00e9 comum recursos que acendem os far\u00f3is sempre que o ambiente escurece, acionam os limpadores t\u00e3o logo caiam as primeiras gotas no para-brisas e regulam a suspens\u00e3o de acordo com o perfil do piso. At\u00e9 as a\u00e7\u00f5es mais corriqueiras, como travamento das portas e fechamento dos vidros quando o alarme \u00e9 acionado, entrariam na mesma categoria de um ser parcialmente aut\u00f4nomo. Mas, por enquanto, nenhum autom\u00f3vel foi capaz de dispensar a presen\u00e7a completa (ou quase) do condutor, rodando e tomando decis\u00f5es feito um rob\u00f4. Ao menos n\u00e3o publicamente.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em ambientes privados, por\u00e9m, melhor dizendo, em pistas e campos de circuitos fechados ou restritos, o carro que anda sozinho tem deixado de ser uma possibilidade futurista, imaginada apenas pelos &#8220;Professores Pardal&#8221; de plant\u00e3o. A rigor, essa inven\u00e7\u00e3o est\u00e1 a um passo de ganhar as ruas em definitivo, a partir de iniciativas que h\u00e1 tempos deixaram de ser casos isolados, agora vindas de diferentes partes do mundo, como Alemanha, Jap\u00e3o e Estados Unidos, mostrando haver um pensamento orquestrado em torno do tema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\">Um dos estudos mais recentes que se aproxima desse conceito \u00e9 desenvolvido pela Mercedes-Benz, e atende pelo nome de Classe S 500 Intelligent Drive. A bem da verdade, ainda n\u00e3o \u00e9 um ve\u00edculo aut\u00f4nomo puro-sangue, mas semiaut\u00f4nomo, pois precisa do piloto para dar os &#8220;starts&#8221; nas opera\u00e7\u00f5es ou vigiar o seu andamento. Quem v\u00ea do lado de fora n\u00e3o sabe do que ele \u00e9 capaz, remetendo ao modelo convencional. Nada ou muito pouco d\u00e1 pistas da sua, digamos, independ\u00eancia. A diferen\u00e7a est\u00e1 na profus\u00e3o de sensores e c\u00e2meras estrategicamente colocados e na eletr\u00f4nica embarcada, tudo conectado ao GPS e \u00e0 internet, capazes de fazer o carro seguir seu caminho sem se perder ou provocar acidentes. Mas isso s\u00f3 entendidos percebem. Em a\u00e7\u00e3o, a hist\u00f3ria \u00e9 outra e o autom\u00f3vel mostra sua verdadeira faceta.<\/span><span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As primeiras experi\u00eancias com o Classe S 500 Intelligente Drive foram promissoras. O autom\u00f3vel fez um teste de 100 km em percurso urbano e rural e se saiu bem, parando nos sem\u00e1foros, antes de faixa de seguran\u00e7a, respeitando pedestres e ciclistas, realizando ultrapassagens corretamente e escapando &#8220;inteligentemente&#8221; do tr\u00e2nsito, como era de se esperar. Tudo sob os atentos olhos de engenheiros, que, detalhe, estavam a bordo como meros passageiros, nenhum no papel de motorista. De t\u00e3o certo, o modelo j\u00e1 est\u00e1 chegando ao mercado europeu, sem permiss\u00e3o para sair de casa sozinho, bem entendido. Ainda assim, toda essa parafern\u00e1lia eletr\u00f4nica \u00e9 uma m\u00e3o na roda para auxiliar o motorista no tr\u00e2nsito.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/www.valor.com.br\/sites\/default\/files\/gn\/13\/11\/arte26est-102-mercedez-d4.jpg\" alt=\"\" width=\"529\" height=\"287\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Do ponto de vista de desenvolvimento de produto, o S 500 Intelligente Drive est\u00e1 pronto para rodar no Brasil tamb\u00e9m&#8221;, afirma Glauci Toniato, gerente de marketing e de produtos autom\u00f3veis Mercedes-Benz. Para que seja utilizado em sua plenitude, por\u00e9m, o modelo depende do apoio de sistemas de mapas e c\u00e2meras mais precisos do que o que dispomos hoje por aqui. Por isso, a vers\u00e3o 2014 do S 500 que acaba de chegar ao Brasil ainda n\u00e3o conta com todos esses recursos, uma vez que encareceriam o produto e, nas atuais condi\u00e7\u00f5es, seriam subutilizados. Mas, ao ver o carro, talvez ningu\u00e9m se lembre desse &#8220;detalhe&#8221; (leia texto sobre o lan\u00e7amento nesta p\u00e1gina).<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saindo do territ\u00f3rio do alto luxo e entrando no segmento sustent\u00e1veis, temos o Leaf el\u00e9trico semiaut\u00f4nomo, da Nissan, que foi homologado para rodar pelas vias japonesas. Assim como seu par mais suntuoso da outra marca, o modelo tem como objetivo auxiliar o motorista no tr\u00e2nsito, ainda sem dispensar propriamente a sua presen\u00e7a, e responsabilidade, pela condu\u00e7\u00e3o. Utilizando dados cartogr\u00e1ficos precisos, o Leaf \u00e9 capaz de fazer an\u00e1lises que permitem antecipar cruzamentos, parar diante do risco de aproxima\u00e7\u00e3o de outros carros, desviar de obst\u00e1culos e fazer manobras preventivas.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu principal objetivo \u00e9 aumentar a seguran\u00e7a durante a locomo\u00e7\u00e3o. Valendo-se de c\u00e2meras e sensores, o carro pode auxiliar o motorista quando suas percep\u00e7\u00f5es falharem ou, humanas que s\u00e3o, n\u00e3o conseguirem ter precis\u00e3o suficientes. Em vez de agir de forma instintiva ou intuitiva, os comandos recorrem a recursos t\u00e9cnicos na hora de entender, avaliar e entrar em a\u00e7\u00e3o. Sem ficar ref\u00e9m de nenhum determinismo, o ideal \u00e9 se cercar de ambos. &#8220;O futuro da mobilidade individual tamb\u00e9m \u00e9 ser aut\u00f4noma, e estamos investindo seriamente para atender nossos clientes nesse sentido&#8221;, afirma Aderson Suzuki, gerente de produto para ve\u00edculos el\u00e9tricos da Nissan do Brasil.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 o virtual Google, quem diria, est\u00e1 com um p\u00e9 na vida real. E de forma mais agressiva. A empresa de tecnologia mais valiosa do mundo est\u00e1 fazendo testes em um modelo Lexus RX450, equipado com toda parafern\u00e1lia eletr\u00f4nica capaz de conduzi-lo sem o aux\u00edlio do motorista. Trata-se de um aut\u00eantico carro aut\u00f4nomo. Ao que parece a experi\u00eancia tem dado certo. Not\u00edcias d\u00e3o conta de que o ve\u00edculo j\u00e1 rodou centena de milhares de quil\u00f4metros sem sair do script. Ao contr\u00e1rio dos modelos citados anteriormente, discri\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o seu forte. O carro, feito um outdoor ambulante, desfila a portas fechadas com uma engenhoca na capota que fica rastreando e reconhecendo o entorno para abastecer o ve\u00edculo de informa\u00e7\u00f5es. Claro que, se um dia vier a ser comercializado em associa\u00e7\u00e3o com uma montadora, ter\u00e1 um vers\u00e3o mais sedutora aos olhos do mercado.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De todo modo, n\u00e3o precisa de muita pressa. A estimativa \u00e9 de que esses modelos donos de si comecem ser vendidos s\u00f3 a partir de 2020. Um dos entraves para compor a paisagem urbana s\u00e3o as legisla\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses, que n\u00e3o permitem que um carro por si s\u00f3 seja o respons\u00e1vel pelas suas atitudes no tr\u00e2nsito.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O outro impeditivo moment\u00e2neo seria o aculturamento do pr\u00f3prio consumidor com novidades que envolvam rupturas de paradigmas. Leva algum tempo para a gente entender que o mundo do Autorama, do carrinho acionado por controle remoto, ganhou vida. Seja como for, o fato \u00e9 que, pelo que se percebe, se hoje carro est\u00e1 demod\u00e9, em breve ser\u00e1 a vez do motorista sair de moda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Do Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Chico Barbosa | Para o Valor, de S\u00e3o Paulo Divulga\u00e7\u00e3o \/ Divulga\u00e7\u00e3oClasse S 500 Intelligente Drive, da Mercedes-Benz, rodou 100 km em percurso urbano e rural, na Alemanha, sem a interven\u00e7\u00e3o do &#8220;motorista&#8221; Pode estar com os dias contados o prazer de dirigir um autom\u00f3vel, no sentido de se sentir domando a m\u00e1quina, segurando firme o volante, trocando de marchas, enfim, sendo o &#8220;senhor&#8221; que d\u00e1 vida e movimento ao veloc\u00edmetro no quadro de instrumentos. E esse veredicto n\u00e3o decorre exatamente porque a tend\u00eancia natural \u00e9 de cada vez mais optarmos por transportes p\u00fablicos ou mesmo porque, para enfrentar o tr\u00e2nsito ca\u00f3tico, s\u00f3 contratando um motorista para ir e vir, enquanto se ganha tempo e economiza paci\u00eancia nos assentos dos passageiros.\u00a0 O ato de pilotar pode se tornar obsoleto, ou ao menos cada vez mais facultativo, porque, a julgar pelas iniciativas de diferentes atores envolvendo ind\u00fastria automobil\u00edstica e empresas de tecnologia de ponta, \u00e9 quest\u00e3o de tempo para que o ve\u00edculo tenha a op\u00e7\u00e3o de se locomover por conta pr\u00f3pria &#8211; sen\u00e3o n\u00e3o completamente sozinho, feito os midi\u00e1ticos avi\u00f5es n\u00e3o tripulados conhecidos como drones, ao menos de forma independente, com pouca interven\u00e7\u00e3o de quem est\u00e1 sentando no banco [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-475","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/475","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=475"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/475\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=475"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=475"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=475"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}