{"id":441,"date":"2013-09-17T15:40:19","date_gmt":"2013-09-17T18:40:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nivaldocleto.cnt.br\/news\/?p=441"},"modified":"2013-09-17T15:40:19","modified_gmt":"2013-09-17T18:40:19","slug":"tamanho-da-tela-e-documento-no-mundo-dos-eletronicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/tamanho-da-tela-e-documento-no-mundo-dos-eletronicos\/","title":{"rendered":"Tamanho da tela \u00e9 documento no mundo dos eletr\u00f4nicos"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>Por Gustavo Brigatto e Jo\u00e3o Luiz Rosa | De S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Houve um tempo em que &#8220;tela grande&#8221; era sin\u00f4nimo de sala de cinema, assim como &#8220;telinha&#8221; era uma refer\u00eancia clara \u00e0 televis\u00e3o. Agora, com as telas sendo adotadas em uma enorme variedade de dispositivos, nem tudo \u00e9 t\u00e3o \u00f3bvio. De tablets e celulares at\u00e9 impressoras e geladeiras, praticamente qualquer produto eletr\u00f4nico tem pelo menos um modelo com tela embutida. At\u00e9 objetos de decora\u00e7\u00e3o, como porta-retratos, entraram na onda.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa multiplica\u00e7\u00e3o foi impulsionada pelo crescimento do mercado de smartphones, que ganhou f\u00f4lego nos \u00faltimos tr\u00eas anos, popularizando o uso das telas sens\u00edveis ao toque. Ao dispensar bot\u00f5es e comandos complicados, as telas tornaram-se parte da vida de consumidores de todas as idades e classes sociais.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o interesse do p\u00fablico, os fabricantes de telas passaram a desenvolver tecnologias mais sofisticadas e expandiram as linhas de produ\u00e7\u00e3o. O volume maior reduziu o custo unit\u00e1rio, dando \u00e0s companhias de produtos eletr\u00f4nicos a possibilidade de testar o mercado com telas maiores ou menores, segundo a conveni\u00eancia do consumidor. Tamanho virou um atrativo de marketing, t\u00e3o poderoso quanto a cor e o design.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/www.valor.com.br\/sites\/default\/files\/gn\/13\/08\/arte20est-101-telas-d4.jpg\" alt=\"\" width=\"490\" height=\"1608\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os notebooks, por exemplo, ficaram menores. Durante muito tempo, foi dif\u00edcil encontrar equipamentos com telas inferiores a 14 polegadas. A exce\u00e7\u00e3o foram os netbooks, que atra\u00edram a aten\u00e7\u00e3o no primeiro momento, mas frustraram as expectativas por causa do desempenho mais fraco e acabaram saindo de cena. O recente avan\u00e7o no mundo das telas, no entanto, proporcionou que os fabricantes de PCs criassem notebooks completos com telas menores. Nas prateleiras, hoje, os modelos com telas entre 11 e 13 polegadas est\u00e3o entre os mais vendidos.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o fen\u00f4meno mais curioso dos \u00faltimos tempos n\u00e3o \u00e9 a miniaturiza\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 a tend\u00eancia de aumentar as telas. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil entender por que isso j\u00e1 vinha ocorrendo com os aparelhos de televis\u00e3o. Telas gigantes s\u00e3o um \u00f3timo complemento para a transmiss\u00e3o digital e em alta defini\u00e7\u00e3o. Mas o que dizer dos smartphones?<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pr\u00e9-hist\u00f3ria dos celulares, era imposs\u00edvel guardar um aparelho no bolso. Al\u00e9m de grandes demais, os aparelhos do tipo tijol\u00e3o eram desajeitados &#8211; vinham com antenas que precisavam ser levantadas antes de falar. Rapidamente, no entanto, os celulares foram diminuindo de tamanho. O auge da tend\u00eancia &#8220;quanto menor, melhor&#8221; foi no ano 2000, quando a Motorola lan\u00e7ou o V8160. Com apenas oito cent\u00edmetros de altura, o aparelho pesava s\u00f3 68 gramas e cabia em qualquer bolso, ou bolsa. N\u00e3o era dif\u00edcil perder o aparelho, de t\u00e3o pequeno que era.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da\u00ed, os celulares voltaram a aumentar. Os modelos Blackberry e os aparelhos da Palm come\u00e7aram esse movimento, at\u00e9 que, em 2007, o iPhone definiu o que se tornaria o padr\u00e3o de mercado. Pouco tempo depois, a coreana Samsung e a HTC, de Taiwan, apresentaram modelos ainda maiores.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A trajet\u00f3ria lembra a de um Gulliver digital, com os smartphones saindo de uma Liliputh com dimens\u00f5es min\u00fasculas para uma verdadeira terra de gigantes. Em junho, a Sony Mobile lan\u00e7ou o Z Ultra, um smartphone com um formato paquid\u00e9rmico. S\u00e3o 18 cent\u00edmetros de altura, por nove de largura, o que equivale a uma tela de 6,4 polegadas. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, \u00e9 quase o dobro do tamanho da tela de modelos como o iPhone 4 e o 4S.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo os fabricantes, as telas cada vez maiores s\u00e3o uma demanda dos consumidores. Em pesquisas feitas no Brasil, a Sony detectou que as pessoas que j\u00e1 t\u00eam um aparelho com tela grande tendem a procurar um ainda maior quando v\u00e3o trocar de smartphone. &#8220;Os consumidores querem telas grandes para consumir conte\u00fado&#8221;, disse Ricardo Junqueira, presidente da fabricante japonesa em recente entrevista ao Valor. O Z Ultra chegar\u00e1 ao pa\u00eds at\u00e9 o fim do ano.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um truque que tem sido usado pelos fabricantes \u00e9 reduzir o tamanho das bordas dos aparelhos, para preencher o espa\u00e7o com mais tela. Assim, um equipamento com tamanho t\u00edpico de 13 polegadas pode, na verdade, ser equipado com uma tela de 14 polegadas. &#8220;Em algum momento, voc\u00ea s\u00f3 vai ter tela no aparelho&#8221;, disse Pablo Vidal, diretor de marketing da LG.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanta variedade criou uma certa confus\u00e3o. Com smartphones maiores e cada vez mais parecidos com os tablets, os limites entre um e outro dispositivo tornaram-se t\u00eanues. A sa\u00edda foi criar uma nova categoria de produtos. Nasceram os &#8220;phablets&#8221;, aparelhos que t\u00eam telas grandes como as dos tablets, mas podem ser usados para falar como os telefones tradicionais.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Roberto Soboll, diretor de produtos de telecomunica\u00e7\u00f5es da Samsung, o limite para aumentar a tela dos smartphones \u00e9 simples: eles v\u00e3o continuar a crescer at\u00e9 o ponto em que seja imposs\u00edvel carreg\u00e1-los com uma s\u00f3 m\u00e3o. &#8220;Ao passar desse ponto, [o dispositivo] vira tablet&#8221;, disse o executivo.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3xima grande tend\u00eancia pode estar em gesta\u00e7\u00e3o. \u00c9 a capacidade de transformar qualquer superf\u00edcie em uma tela. Na semana passada, a americana Ubi Interactive colocou \u00e0 venda, na loja de aplicativos do sistema operacional Windows 8, um programa que torna isso poss\u00edvel. Desenvolvido em parceria com a Microsoft, o aplicativo usa o sensor de movimentos Kinect e um projetor.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Kinect, criado originalmente para o console de videogame Xbox, mapeia as imagens projetadas e detecta onde o toque foi feito. Depois envia os dados de volta ao computador. A tecnologia ainda \u00e9 embrion\u00e1ria e cara: s\u00f3 o aplicativo custa entre US$ 150 e US$ 1,5 mil, dependendo dos recursos dispon\u00edveis, e ainda \u00e9 preciso gastar com o projetor e o Kinect. Mas como costuma ocorrer, a tend\u00eancia \u00e9 que tecnologias caras caiam rapidamente de pre\u00e7o, \u00e0 medida que mais gente as usa. Aquela cena do filme &#8220;Minority Report&#8221;, em que Tom Cruise manipula telas no ar, pode n\u00e3o estar t\u00e3o longe assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Do Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Gustavo Brigatto e Jo\u00e3o Luiz Rosa | De S\u00e3o Paulo Houve um tempo em que &#8220;tela grande&#8221; era sin\u00f4nimo de sala de cinema, assim como &#8220;telinha&#8221; era uma refer\u00eancia clara \u00e0 televis\u00e3o. Agora, com as telas sendo adotadas em uma enorme variedade de dispositivos, nem tudo \u00e9 t\u00e3o \u00f3bvio. De tablets e celulares at\u00e9 impressoras e geladeiras, praticamente qualquer produto eletr\u00f4nico tem pelo menos um modelo com tela embutida. At\u00e9 objetos de decora\u00e7\u00e3o, como porta-retratos, entraram na onda.\u00a0 Essa multiplica\u00e7\u00e3o foi impulsionada pelo crescimento do mercado de smartphones, que ganhou f\u00f4lego nos \u00faltimos tr\u00eas anos, popularizando o uso das telas sens\u00edveis ao toque. Ao dispensar bot\u00f5es e comandos complicados, as telas tornaram-se parte da vida de consumidores de todas as idades e classes sociais.\u00a0 Com o interesse do p\u00fablico, os fabricantes de telas passaram a desenvolver tecnologias mais sofisticadas e expandiram as linhas de produ\u00e7\u00e3o. O volume maior reduziu o custo unit\u00e1rio, dando \u00e0s companhias de produtos eletr\u00f4nicos a possibilidade de testar o mercado com telas maiores ou menores, segundo a conveni\u00eancia do consumidor. Tamanho virou um atrativo de marketing, t\u00e3o poderoso quanto a cor e o design.\u00a0 Os notebooks, por exemplo, ficaram menores. 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