{"id":389,"date":"2013-07-12T16:24:40","date_gmt":"2013-07-12T19:24:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nivaldocleto.cnt.br\/news\/?p=389"},"modified":"2013-07-12T16:24:40","modified_gmt":"2013-07-12T19:24:40","slug":"brasil-sera-1o-pais-a-ter-smartphone-com-3-chips","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/brasil-sera-1o-pais-a-ter-smartphone-com-3-chips\/","title":{"rendered":"Brasil ser\u00e1 1\u00ba pa\u00eds a ter smartphone com 3 chips"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>Por Daniele Madureira | De S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\">A taiwanesa MediaTek precisou aprender algumas peculiaridades sobre o mercado brasileiro, onde atua diretamente desde 2006. Inspirada nas li\u00e7\u00f5es, a empresa vai lan\u00e7ar mundialmente a tecnologia que permite manter tr\u00eas n\u00fameros, ou chips, diferentes em um mesmo smartphone. At\u00e9 agora, o sistema da companhia permitia usar at\u00e9 dois n\u00fameros em smartphones e quatro em celulares mais simples &#8211; os &#8220;feature phones&#8221;, que n\u00e3o t\u00eam sistema operacional.<\/span><span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/images\/2012\/1\/63553\/Smartphone-original.jpg?1327431655\" alt=\"\" width=\"434\" height=\"244\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os usu\u00e1rios brasileiros t\u00eam h\u00e1bitos diferentes dos praticados em outros pa\u00edses. Para come\u00e7ar, o consumidor local costuma chamar de &#8220;chip&#8221; o que o mundo inteiro denomina SIM card. Nesse pequeno componente, s\u00e3o gravadas as informa\u00e7\u00f5es do assinante, sua agenda, as prefer\u00eancias de configura\u00e7\u00e3o, entre outros dados. Mas o mais importante \u00e9 que o brasileiro se mostra disposto a trocar de chip para conseguir ligar mais barato para assinantes da mesma operadora.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as a essa pr\u00e1tica, o Brasil se tornou o maior mercado da MediaTek para os chipsets (conjunto de chips que fazem o processamento dos celulares) que suportam mais de um SIM card. A MediaTek compete globalmente no segmento de chipsets com a Qualcomm, a Intel e a Samsung.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A demanda por smartphones com tr\u00eas SIM cards partiu dos fabricantes brasileiros&#8221;, afirmou ao Valor o gerente s\u00eanior de marketing e vendas da MediaTek para a Am\u00e9rica Latina, S\u00e9rgio Henrique Abramoff. Entre os principais clientes da empresa no pa\u00eds est\u00e3o as multinacionais LG e Alcatel, e as brasileiras Venko, Multilaser e Gradiente. Segundo Abramoff, em algumas semanas ser\u00e1 lan\u00e7ado o primeiro smartphone do pa\u00eds com tr\u00eas SIM cards, compat\u00edvel com o sistema operacional Android. O executivo n\u00e3o revela qual ser\u00e1 o fabricante, mas o pre\u00e7o do aparelho pode girar em torno de R$ 400.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, h\u00e1 211,5 milh\u00f5es de celulares pr\u00e9-pagos, o que representa 80% da base total de usu\u00e1rios &#8211; boa parte deles tem um aparelho com mais de um chip. De acordo com a consultoria IDC, 43% dos celulares vendidos em 2012 tinham mais de um SIM card. &#8220;O consumidor do pr\u00e9-pago tem vontade de migrar para um smartphone, mas n\u00e3o quer perder a comodidade de ligar para diferentes operadoras a partir do mesmo aparelho&#8221;, disse Abramoff. A pr\u00e1tica \u00e9 observada principalmente entre os profissionais liberais, que j\u00e1 exibem no seu cart\u00e3o de visitas diferentes celulares, um de cada operadora, disse.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Abramoff, em outros pa\u00edses, a diferen\u00e7a de tarifas entre as operadoras n\u00e3o \u00e9 significativa. &#8220;L\u00e1 fora, quem tem mais de um chip busca garantir uma cobertura melhor, n\u00e3o um pre\u00e7o menor, como \u00e9 aqui&#8221;, disse.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O chipset da MediaTek para smartphones com at\u00e9 dois SIM cards foi lan\u00e7ado primeiro na \u00c1sia e na Europa, em 2011. Naquele ano, a empresa vendeu 10 milh\u00f5es de componentes, n\u00famero que saltou para 110 milh\u00f5es em 2012. Com o novo produto, para tr\u00eas SIM cards, o executivo estima vender 200 milh\u00f5es de unidades no mundo, s\u00f3 para smartphone. Mais 300 milh\u00f5es de componentes para celulares mais simples est\u00e3o previstos para serem vendidos mundialmente neste ano. Segundo Abramoff, a MediaTek responde por um ter\u00e7o da venda global de 1,6 bilh\u00e3o de chipsets ao ano.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com 6,5 mil funcion\u00e1rios diretos no mundo, a empresa n\u00e3o tem f\u00e1brica pr\u00f3pria e terceiriza toda a produ\u00e7\u00e3o. No ano passado, sua receita foi US$ 3,4 bilh\u00f5es. A Am\u00e9rica Latina \u00e9 o terceiro maior mercado da companhia, depois da \u00c1sia e da Europa. Al\u00e9m dos chipsets, a empresa fornece o projeto completo do celular &#8211; com software e design de refer\u00eancia. &#8220;Foi a MediaTek que, nos \u00faltimos seis anos, ajudou o mercado de aparelhos celulares a se tornar mais acess\u00edvel&#8221;, disse Abramoff. Com isso, a empresa interessada em ingressar no neg\u00f3cio de celulares n\u00e3o precisa contratar engenheiros ou ter uma grande infraestrutura, afirmou.<span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A MediaTek tem subsidi\u00e1rias em dez pa\u00edses para o desenvolvimento de design de produtos. No Brasil, seu maior mercado na Am\u00e9rica Latina, ment\u00e9m um escrit\u00f3rio comercial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em style=\"font-size: 13px;\">Do\u00a0<span style=\"font-size: 13px;\">Valor Econ\u00f4mico<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Daniele Madureira | De S\u00e3o Paulo A taiwanesa MediaTek precisou aprender algumas peculiaridades sobre o mercado brasileiro, onde atua diretamente desde 2006. Inspirada nas li\u00e7\u00f5es, a empresa vai lan\u00e7ar mundialmente a tecnologia que permite manter tr\u00eas n\u00fameros, ou chips, diferentes em um mesmo smartphone. At\u00e9 agora, o sistema da companhia permitia usar at\u00e9 dois n\u00fameros em smartphones e quatro em celulares mais simples &#8211; os &#8220;feature phones&#8221;, que n\u00e3o t\u00eam sistema operacional.\u00a0 Os usu\u00e1rios brasileiros t\u00eam h\u00e1bitos diferentes dos praticados em outros pa\u00edses. Para come\u00e7ar, o consumidor local costuma chamar de &#8220;chip&#8221; o que o mundo inteiro denomina SIM card. Nesse pequeno componente, s\u00e3o gravadas as informa\u00e7\u00f5es do assinante, sua agenda, as prefer\u00eancias de configura\u00e7\u00e3o, entre outros dados. Mas o mais importante \u00e9 que o brasileiro se mostra disposto a trocar de chip para conseguir ligar mais barato para assinantes da mesma operadora.\u00a0 Gra\u00e7as a essa pr\u00e1tica, o Brasil se tornou o maior mercado da MediaTek para os chipsets (conjunto de chips que fazem o processamento dos celulares) que suportam mais de um SIM card. A MediaTek compete globalmente no segmento de chipsets com a Qualcomm, a Intel e a Samsung.\u00a0 &#8220;A demanda por smartphones com tr\u00eas SIM [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-389","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/389","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=389"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/389\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}