{"id":3887,"date":"2026-11-05T10:53:05","date_gmt":"2026-11-05T13:53:05","guid":{"rendered":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/?p=3887"},"modified":"2026-11-06T17:00:46","modified_gmt":"2026-11-06T20:00:46","slug":"fortaleza-uma-visita-aos-cabos-submarinos-que-conectam-o-brasil-ao-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/fortaleza-uma-visita-aos-cabos-submarinos-que-conectam-o-brasil-ao-mundo\/","title":{"rendered":"Fortaleza: uma visita aos cabos submarinos que conectam o Brasil ao mundo"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p><em>Foto &#8211; Comitiva do CGI.br e NUPEF na Angola Cables, Fortaleza. Conselheiros: Nivaldo Cleto, Rafael Evangelista, Rodolfo Avelino e Marcelo Fornazin. Assessoria do CGI.br: Juliano de Capri e Marcello Lobo. NUPEF: Carlos Afonso, Moacir Neto e Rodrigo Troian. Anfitri\u00e3o: Adriano Caldevilla (Angola Cables).<\/em><\/p>\n<p><strong>CGI.br e do NUPEF realizam visita t\u00e9cnica \u00e0s instala\u00e7\u00f5es da Angola Cables, na Praia do Futuro<\/strong><\/p>\n<p><em>Por Nivaldo Cleto*<\/em><\/p>\n<p>Durante nossa participa\u00e7\u00e3o no 19\u00ba F\u00f3rum de Governan\u00e7a da Internet da Am\u00e9rica Latina e do Caribe (LACIGF), em Fortaleza, organizei uma visita t\u00e9cnica \u00e0s instala\u00e7\u00f5es da Angola Cables, na regi\u00e3o da Praia do Futuro, para conhecer de perto a infraestrutura respons\u00e1vel por parte importante das conex\u00f5es internacionais de dados do Brasil.<\/p>\n<p>A visita reuniu conselheiros e integrantes da assessoria do Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), al\u00e9m de representantes do N\u00facleo de Pesquisas, Estudos e Forma\u00e7\u00e3o (NUPEF). Fomos recebidos por Adriano Caldevilla, que apresentou o funcionamento dos sistemas submarinos, os equipamentos de transmiss\u00e3o, os mecanismos de seguran\u00e7a e os desafios de manter essa infraestrutura em opera\u00e7\u00e3o cont\u00ednua.<\/p>\n<p>Uma das primeiras constata\u00e7\u00f5es foi a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica de Fortaleza. Sua posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica favorece a instala\u00e7\u00e3o de cabos submarinos que ligam o Brasil aos Estados Unidos, \u00e0 Europa, \u00e0 \u00c1frica e a outros pa\u00edses. Isso ajuda a explicar por que a cidade se tornou um dos principais pontos de conectividade internacional da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3889\" src=\"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/cabos2-Copia.png\" alt=\"\" width=\"711\" height=\"352\" srcset=\"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/cabos2-Copia.png 913w, https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/cabos2-Copia-300x149.png 300w, https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/cabos2-Copia-768x380.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 711px) 100vw, 711px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ccomitiva em frente \u00e0s instala\u00e7\u00f5es da Angola Cables, na Praia do Futuro<\/em><\/p>\n<p><strong>A rede internacional e seus n\u00fameros<\/strong><\/p>\n<p>Durante a apresenta\u00e7\u00e3o, observamos o mapa da rede global da Angola Cables. O painel informava presen\u00e7a em quatro continentes, mais de 30 pontos de presen\u00e7a, mais de 45 pontos de troca de tr\u00e1fego acess\u00edveis remotamente, mais de 930 centros de dados interconectados, mais de 6 mil acordos de interconex\u00e3o e aproximadamente 31.251 quil\u00f4metros de cabos submarinos associados \u00e0 rede apresentada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3902\" src=\"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/MTF01378.jpg\" alt=\"\" width=\"716\" height=\"477\" srcset=\"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/MTF01378.jpg 800w, https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/MTF01378-300x200.jpg 300w, https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/MTF01378-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 716px) 100vw, 716px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Painel original da Angola Cables, com o mapa de conex\u00f5es internacionais e os indicadores da rede.<\/em><\/p>\n<p>Esses indicadores mostram a dimens\u00e3o de uma infraestrutura que normalmente permanece invis\u00edvel para os usu\u00e1rios, embora esteja presente em praticamente todas as atividades digitais.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3903\" src=\"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/MTF01388.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/MTF01388.jpg 800w, https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/MTF01388-300x200.jpg 300w, https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/MTF01388-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/p>\n<p><strong>A capacidade de transmiss\u00e3o de dados<\/strong><\/p>\n<p>Um dos assuntos que mais despertaram meu interesse foi a capacidade dos cabos submarinos modernos de transportar volumes extraordin\u00e1rios de informa\u00e7\u00f5es por meio de fibras \u00f3pticas, utilizando diferentes canais de transmiss\u00e3o simultaneamente.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o dessa infraestrutura pode ser compreendida pelas capacidades divulgadas na implanta\u00e7\u00e3o dos sistemas: o SACS, que conecta Fortaleza a Angola, foi projetado para transmitir 120 tbs por segundo (Tbps), enquanto o MONET, que interliga o Brasil aos Estados Unidos, foi anunciado com capacidade superior a 150tbs . Cada terabit corresponde a um trilh\u00e3o de bits. Esses valores s\u00e3o refer\u00eancias de capacidade de projeto e n\u00e3o representam o tr\u00e1fego efetivamente transportado em determinado momento. A capacidade dispon\u00edvel depende dos equipamentos instalados e das atualiza\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas realizadas.<\/p>\n<p>A transmiss\u00e3o internacional de dados \u00e9 fundamental para bancos, sistemas de pagamentos, servi\u00e7os em nuvem, plataformas de v\u00eddeo, aplica\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia artificial e comunica\u00e7\u00f5es empresariais.<\/p>\n<p><strong>Como os dados atravessam o oceano<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m conhecemos aspectos do sistema Monet, que conecta o Brasil aos Estados Unidos, com pontos de conex\u00e3o em Fortaleza, Santos e Boca Raton, na Fl\u00f3rida. Adriano explicou que os sinais luminosos percorrem as fibras \u00f3pticas e, ao longo dos trajetos oce\u00e2nicos, passam por equipamentos respons\u00e1veis pela amplifica\u00e7\u00e3o dos sinais.<\/p>\n<p>Esses repetidores recebem energia el\u00e9trica das esta\u00e7\u00f5es terrestres por meio de equipamentos espec\u00edficos de alimenta\u00e7\u00e3o e supervis\u00e3o. Como engenheiro eletricista, achei interessante observar a integra\u00e7\u00e3o entre os sistemas \u00f3pticos de transmiss\u00e3o e os equipamentos que fornecem energia aos repetidores instalados no fundo do oceano.<\/p>\n<p>Outro aspecto apresentado foi o funcionamento das unidades de deriva\u00e7\u00e3o, chamadas de Branching Units (BU), que permitem organizar ramifica\u00e7\u00f5es de determinados sistemas submarinos e conectar diferentes pontos de aterragem.<\/p>\n<p><strong>A visita aos dutos subterr\u00e2neos<\/strong><\/p>\n<p>Um dos momentos mais curiosos da visita aconteceu quando tivemos a oportunidade de observar o acesso aos dutos subterr\u00e2neos por onde passam os cabos de fibra \u00f3ptica. Para registrar as imagens, Juca entrou no bueiro de acesso \u00e0 infraestrutura e realizou uma filmagem do trajeto subterr\u00e2neo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3900\" src=\"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/bieirocao421.jpg\" alt=\"\" width=\"719\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/bieirocao421.jpg 1119w, https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/bieirocao421-300x142.jpg 300w, https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/bieirocao421-1024x484.jpg 1024w, https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/bieirocao421-768x363.jpg 768w, https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/bieirocao421-1080x511.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 719px) 100vw, 719px\" \/><\/p>\n<p>A cena ajudou a compreender por que a prote\u00e7\u00e3o dessas estruturas exige cuidados especiais. Embora instalados em dutos, os cabos podem estar sujeitos a danos provocados por obras, escava\u00e7\u00f5es ou interven\u00e7\u00f5es realizadas sem o conhecimento de sua localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Adriano explicou que as empresas precisam acompanhar essas \u00e1reas e manter contato com autoridades e respons\u00e1veis por interven\u00e7\u00f5es urbanas para reduzir riscos de acidentes.<\/p>\n<p><strong>A seguran\u00e7a de uma infraestrutura estrat\u00e9gica<\/strong><\/p>\n<p>Outro ponto importante foi a discuss\u00e3o sobre a prote\u00e7\u00e3o dos cabos submarinos. Adriano relatou iniciativas de aproxima\u00e7\u00e3o entre empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para ampliar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia dessas instala\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m foram mencionadas a\u00e7\u00f5es de coopera\u00e7\u00e3o com a Marinha do Brasil e preocupa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de outros projetos na regi\u00e3o costeira.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3891\" src=\"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/ssse-Copia.png\" alt=\"\" width=\"704\" height=\"470\" srcset=\"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/ssse-Copia.png 1017w, https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/ssse-Copia-300x200.png 300w, https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/ssse-Copia-768x513.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 704px) 100vw, 704px\" \/><\/p>\n<p>Um exemplo foi a discuss\u00e3o sobre uma instala\u00e7\u00e3o de dessaliniza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua em Fortaleza. O epis\u00f3dio mostra como projetos importantes para a sociedade precisam ser planejados de maneira compat\u00edvel com os sistemas de telecomunica\u00e7\u00f5es existentes. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 impedir novos investimentos, mas assegurar que diferentes infraestruturas essenciais possam funcionar com seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A prote\u00e7\u00e3o dos cabos envolve riscos f\u00edsicos, operacionais e estrat\u00e9gicos. Uma interrup\u00e7\u00e3o relevante pode afetar servi\u00e7os digitais utilizados por empresas, governos e cidad\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>A participa\u00e7\u00e3o da comitiva<\/strong><\/p>\n<p>Participaram os conselheiros do CGI.br Nivaldo Cleto, Rafael Evangelista, Rodolfo Avelino e Marcelo Fornazin; os integrantes da assessoria Juliano de Capri e Marcello Lobo; e, pelo NUPEF, Carlos Afonso, ex-conselheiro do CGI.br, Moacir Neto e Rodrigo Troian. A visita foi acompanhada por Adriano Caldevilla, da Angola Cables.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3892\" src=\"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/sdsas.png\" alt=\"\" width=\"679\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/sdsas.png 1017w, https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/sdsas-300x200.png 300w, https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/sdsas-768x513.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 679px) 100vw, 679px\" \/><\/p>\n<p>Ao acompanhar as explica\u00e7\u00f5es, fiquei refletindo sobre como a sociedade depende de uma infraestrutura que raramente aparece nas discuss\u00f5es do cotidiano. Quando realizamos uma transfer\u00eancia banc\u00e1ria, participamos de uma videoconfer\u00eancia ou acessamos uma aplica\u00e7\u00e3o hospedada em outro pa\u00eds, dificilmente pensamos nos sistemas f\u00edsicos que permitem essa comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entretanto, a continuidade desses servi\u00e7os depende de investimentos expressivos em redes de telecomunica\u00e7\u00f5es, centros de dados, sistemas el\u00e9tricos, equipamentos \u00f3pticos e prote\u00e7\u00e3o das rotas de transmiss\u00e3o. Para o Brasil, essa quest\u00e3o ganha import\u00e2ncia ainda maior diante do crescimento da economia digital e das aplica\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>O debate sobre soberania digital precisa considerar essa dimens\u00e3o. N\u00e3o basta discutir plataformas, prote\u00e7\u00e3o de dados e regulamenta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os digitais: \u00e9 necess\u00e1rio compreender a infraestrutura f\u00edsica que sustenta a Internet.<\/p>\n<p>A visita \u00e0 Angola Cables foi uma das experi\u00eancias mais interessantes desta edi\u00e7\u00e3o do LACIGF. Conhecer presencialmente os equipamentos, os sistemas de transmiss\u00e3o e os pontos de acesso aos cabos submarinos permitiu compreender melhor a complexidade das comunica\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m refor\u00e7ou minha percep\u00e7\u00e3o de que a prote\u00e7\u00e3o dessa infraestrutura deve receber aten\u00e7\u00e3o permanente dos governos, das empresas e das institui\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis pela governan\u00e7a da Internet. Para n\u00f3s, que participamos do CGI.br, a experi\u00eancia aproxima os debates sobre pol\u00edticas p\u00fablicas da realidade operacional das redes.<\/p>\n<p>Fortaleza ocupa uma posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica nesse cen\u00e1rio, e o Brasil precisa valorizar essa vantagem, promovendo investimentos, seguran\u00e7a e diversidade de conex\u00f5es. Agrade\u00e7o a Adriano Caldevilla e \u00e0 equipe da Angola Cables pela recep\u00e7\u00e3o e pelas explica\u00e7\u00f5es, bem como aos colegas do CGI.br e do NUPEF que participaram da visita.<\/p>\n<p>Saio dessa experi\u00eancia com a convic\u00e7\u00e3o de que proteger os cabos submarinos \u00e9 tamb\u00e9m proteger a economia digital, a seguran\u00e7a das comunica\u00e7\u00f5es e os interesses estrat\u00e9gicos do Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>*Nivaldo Cleto, conselheiro do CGI.br \u2014 Setor Empresarial, Usu\u00e1rios de Internet e Membro da ICANN Business Constituency<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto &#8211; Comitiva do CGI.br e NUPEF na Angola Cables, Fortaleza. Conselheiros: Nivaldo Cleto, Rafael Evangelista, Rodolfo Avelino e Marcelo Fornazin. Assessoria do CGI.br: Juliano de Capri e Marcello Lobo. NUPEF: Carlos Afonso, Moacir Neto e Rodrigo Troian. Anfitri\u00e3o: Adriano Caldevilla (Angola Cables). CGI.br e do NUPEF realizam visita t\u00e9cnica \u00e0s instala\u00e7\u00f5es da Angola Cables, na Praia do Futuro Por Nivaldo Cleto* Durante nossa participa\u00e7\u00e3o no 19\u00ba F\u00f3rum de Governan\u00e7a da Internet da Am\u00e9rica Latina e do Caribe (LACIGF), em Fortaleza, organizei uma visita t\u00e9cnica \u00e0s instala\u00e7\u00f5es da Angola Cables, na regi\u00e3o da Praia do Futuro, para conhecer de perto a infraestrutura respons\u00e1vel por parte importante das conex\u00f5es internacionais de dados do Brasil. A visita reuniu conselheiros e integrantes da assessoria do Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), al\u00e9m de representantes do N\u00facleo de Pesquisas, Estudos e Forma\u00e7\u00e3o (NUPEF). Fomos recebidos por Adriano Caldevilla, que apresentou o funcionamento dos sistemas submarinos, os equipamentos de transmiss\u00e3o, os mecanismos de seguran\u00e7a e os desafios de manter essa infraestrutura em opera\u00e7\u00e3o cont\u00ednua. Uma das primeiras constata\u00e7\u00f5es foi a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica de Fortaleza. 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