{"id":284,"date":"2013-01-30T17:38:13","date_gmt":"2013-01-30T19:38:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nivaldocleto.cnt.br\/news\/?p=284"},"modified":"2013-01-30T17:38:13","modified_gmt":"2013-01-30T19:38:13","slug":"empresas-falham-na-protecao-de-dados-admitem-executivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/empresas-falham-na-protecao-de-dados-admitem-executivos\/","title":{"rendered":"Empresas falham na prote\u00e7\u00e3o de dados, admitem executivos"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ALEXANDRE ARAG\u00c3O<\/strong><br \/>\nCOLABORA\u00c7\u00c3O PARA A\u00a0<strong>FOLHA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em maio, foi o Twitter. No m\u00eas seguinte, foram Last.fm e LinkedIn. Em julho, quem caiu na armadilha foi o Form-spring. Os vazamentos de dados de usu\u00e1rios em 2012, incluindo suas senhas, servem para ilustrar como as empresas ainda n\u00e3o est\u00e3o totalmente preparadas para proteger informa\u00e7\u00f5es pessoais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 a conclus\u00e3o de uma pesquisa do Instituto Ponemon, especializado no assunto, em parceria com a consultoria Edelman, a que a Folha teve acesso exclusivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de n\u00e3o ser considerada prioridade, a prote\u00e7\u00e3o de dados n\u00e3o \u00e9 feita de modo correto pela maior parte das companhias -e os executivos admitem. No Brasil, s\u00f3 24% dos entrevistados acreditam que suas empresas estejam preparadas para detectar e combater rapidamente vazamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram entrevistados 6.400 executivos de 29 pa\u00edses. No Brasil, cem funcion\u00e1rios de alto escal\u00e3o de 120 empresas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda sem legisla\u00e7\u00e3o consolidada sobre o assunto, o Brasil tem a chance de aprender com os erros dos outros, diz o advogado Bruno Magrani, da FGV (Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas), que trabalhou na elabora\u00e7\u00e3o do anteprojeto da Lei de Prote\u00e7\u00e3o a Dados Pessoais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No primeiro semestre de 2011, o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a abriu consulta p\u00fablica sobre a quest\u00e3o. Agora, a reda\u00e7\u00e3o final da lei est\u00e1 sendo feita internamente -espera-se que fique pronta neste ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Hoje, consumidores t\u00eam direito a acessar e a corrigir todas as informa\u00e7\u00f5es em poder de empresas&#8221;, explica Magrani. &#8220;Com a nova legisla\u00e7\u00e3o, a ideia \u00e9 tentar garantir mais direitos aos usu\u00e1rios.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o advogado, h\u00e1 um embate entre EUA e Europa sobre as leis de prote\u00e7\u00e3o de dados. No primeiro caso, elas privilegiam a ind\u00fastria; no segundo, os usu\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Pete Pedersen, ex-executivo da Microsoft e presidente de uma divis\u00e3o de tecnologia da Edelman, a falta de regulamenta\u00e7\u00e3o faz com que as empresas sejam mais displicentes em rela\u00e7\u00e3o aos dados de clientes e funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;H\u00e1 um motivo para que haja poucas leis&#8221;, diz. &#8220;Os governos s\u00e3o obrigados a balancear duas coisas importantes: competi\u00e7\u00e3o no mercado e bem-estar do consumidor.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quatro principais fatores t\u00eam influ\u00eancia no risco de uma empresa ter dados vazados, de acordo com os pesquisadores: a quantidade de pa\u00edses em que atua, o ramo de neg\u00f3cio, o treinamento de seus funcion\u00e1rios e a seriedade com que leva o assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O consumidor m\u00e9dio tem consci\u00eancia sobre como as empresas deveriam usar seus dados&#8221;, diz Pedersen. Por isso, afirma, a falta de transpar\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos dados tem impacto negativo na credibilidade de uma empresa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/f.i.uol.com.br\/folha\/tec\/images\/13026401.png\" alt=\"\" width=\"572\" height=\"985\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ALEXANDRE ARAG\u00c3O COLABORA\u00c7\u00c3O PARA A\u00a0FOLHA Em maio, foi o Twitter. No m\u00eas seguinte, foram Last.fm e LinkedIn. Em julho, quem caiu na armadilha foi o Form-spring. Os vazamentos de dados de usu\u00e1rios em 2012, incluindo suas senhas, servem para ilustrar como as empresas ainda n\u00e3o est\u00e3o totalmente preparadas para proteger informa\u00e7\u00f5es pessoais. Essa \u00e9 a conclus\u00e3o de uma pesquisa do Instituto Ponemon, especializado no assunto, em parceria com a consultoria Edelman, a que a Folha teve acesso exclusivo. Al\u00e9m de n\u00e3o ser considerada prioridade, a prote\u00e7\u00e3o de dados n\u00e3o \u00e9 feita de modo correto pela maior parte das companhias -e os executivos admitem. No Brasil, s\u00f3 24% dos entrevistados acreditam que suas empresas estejam preparadas para detectar e combater rapidamente vazamentos. Foram entrevistados 6.400 executivos de 29 pa\u00edses. No Brasil, cem funcion\u00e1rios de alto escal\u00e3o de 120 empresas. Ainda sem legisla\u00e7\u00e3o consolidada sobre o assunto, o Brasil tem a chance de aprender com os erros dos outros, diz o advogado Bruno Magrani, da FGV (Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas), que trabalhou na elabora\u00e7\u00e3o do anteprojeto da Lei de Prote\u00e7\u00e3o a Dados Pessoais. No primeiro semestre de 2011, o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a abriu consulta p\u00fablica sobre a quest\u00e3o. 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