{"id":27,"date":"2012-08-13T17:11:39","date_gmt":"2012-08-13T20:11:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nivaldocleto.cnt.br\/news\/?p=27"},"modified":"2012-08-13T17:11:39","modified_gmt":"2012-08-13T20:11:39","slug":"novos-golpes-na-web-usam-anuncios-falsos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/novos-golpes-na-web-usam-anuncios-falsos\/","title":{"rendered":"Novos golpes na web usam an\u00fancios falsos"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>Por Bruna Cortez<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 de hoje que as redes sociais se tornaram um dos ambientes prediletos dos criminosos digitais. A raz\u00e3o \u00e9 simples: os hackers querem atingir o maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas, o que faz da audi\u00eancia crescente dos sites de relacionamento um grande atrativo. Mas com os usu\u00e1rios ficando mais cuidadosos com golpes antigos &#8211; como os links infectados por v\u00edrus &#8211; os hackers come\u00e7am a testar novos m\u00e9todos em sites como Facebook, Orkut e Twitter.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Publicar an\u00fancios falsos, usando marcas conhecidas, \u00e9 uma dessas artimanhas. Os criminosos compram um espa\u00e7o publicit\u00e1rio no site de relacionamento. Quando clica na propaganda, o usu\u00e1rio \u00e9 direcionado para um site falso, que imita o verdadeiro. \u00c9 nessa p\u00e1gina que os golpistas roubam dados do cart\u00e3o banc\u00e1rio da v\u00edtima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os criminosos mudaram a parte operacional dos ataques&#8221;, disse Jos\u00e9 Matias, diretor de suporte t\u00e9cnico da McAfee, companhia especializada em seguran\u00e7a digital. Segundo especialistas ouvidos pelo Valor, o investimento feito na compra do espa\u00e7o publicit\u00e1rio \u00e9 facilmente revertido com o golpe, que d\u00e1 um retorno muito maior que a quantia aplicada inicialmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Kaspersky, outra empresa de seguran\u00e7a digital, acompanhou recentemente tr\u00eas casos de an\u00fancios falsos publicados no Facebook, todos direcionados a brasileiros. Em um deles, os hackers usaram a marca de uma companhia a\u00e9rea, cujo nome n\u00e3o \u00e9 revelado, para atrair as v\u00edtimas com a inten\u00e7\u00e3o de obter dados de cadastro no programa de milhagem a\u00e9reas. O nome da credenciadora de cart\u00f5es Cielo tamb\u00e9m foi usado em um an\u00fancio. No terceiro caso, o chamariz era a oferta de um iPhone 4S por R$ 440 &#8211; valor muito abaixo do pre\u00e7o m\u00e9dio do smartphone da Apple.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O processo de compra de espa\u00e7os publicit\u00e1rios no Facebook \u00e9 muito simples e isso facilita a a\u00e7\u00e3o dos criminosos digitais&#8221;, disse F\u00e1bio Assolini, gerente de softwares nocivos da Kaspersky. As diretrizes de publicidade da rede social, dispon\u00edveis em seu site, dizem que &#8220;os an\u00fancios n\u00e3o devem promover um modelo de neg\u00f3cios ou uma pr\u00e1tica considerada como inadequada pelo Facebook&#8221;, incluindo a\u00e7\u00f5es de fraude. Procurado pelo Valor, o Facebook informou, em nota, que tem uma equipe de profissionais dedicada a revisar an\u00fancios e assegurar que eles estejam de acordo com a pol\u00edtica da companhia. A empresa n\u00e3o quis conceder entrevista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Cielo informou n\u00e3o ter registrado preju\u00edzos com a falsa propaganda feita em seu nome. De acordo com Eduardo Magalh\u00e3es, diretor de controles internos da Cielo, a companhia investe em sistemas que tra\u00e7am os h\u00e1bitos de consumo de cada cliente e bloqueiam a compra quando o produto foge desse perfil. &#8220;Geralmente, os criminosos usam os dados roubados para comprar bens de maior relev\u00e2ncia&#8221;, explicou Magalh\u00e3es. A Cielo tamb\u00e9m contratou os servi\u00e7os de uma empresa especializada em rastrear sites nocivos que usam o nome da empresa. Procurada, a assessoria da Apple no Brasil n\u00e3o respondeu imediatamente aos pedidos de entrevista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma quest\u00e3o pol\u00eamica \u00e9 qual o limite da responsabilidade dos sites na divulga\u00e7\u00e3o de propagandas falsas. A Cielo informou que o Facebook \u00e9 um parceiro importante e tem auxiliado a empresa no combate a fraudes envolvendo sua marca na internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Advogados ouvidos pelo Valor, no entanto, afirmaram que a rede social poderia ser corresponsabilizada em casos como esse. &#8220;O fato de haver uma remunera\u00e7\u00e3o e uma rela\u00e7\u00e3o comercial [com o criminoso digital] faz com que a responsabilidade do Facebook seja muito maior&#8221;, disse Renato Opice Blum, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Opice Blum Advogados. Segundo ele, a tend\u00eancia dos tribunais brasileiros \u00e9 responsabilizar as redes sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Regras mais claras sobre o tema podem ficar prontas em breve. Tramita na C\u00e2mara dos Deputados um projeto de lei que isenta os provedores de conte\u00fado em casos como o da Cielo. A expectativa \u00e9 que a legisla\u00e7\u00e3o seja votada em agosto. Segundo a proposta, os provedores tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o obrigados a guardar informa\u00e7\u00f5es de usu\u00e1rios para consulta pela Pol\u00edcia Federal, em caso de investiga\u00e7\u00f5es sobre crimes no ciberespa\u00e7o. &#8220;Fica a cargo do provedor fazer ou n\u00e3o os registros das atividades dos usu\u00e1rios&#8221;, disse Leandro Bissoli, especialista em direito digital do escrit\u00f3rio Patricia Peck Advogados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bot\u00e3o &#8216;curtir&#8217; vira alvo de fraude<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Curtir&#8221; o perfil de uma empresa no Facebook costuma ser algo despretensioso para a maioria dos usu\u00e1rios da rede social. H\u00e1 quem fa\u00e7a isso na esperan\u00e7a de ganhar um brinde ou algum produto da companhia, mas, em geral, ningu\u00e9m costuma pensar muito al\u00e9m disso. Alguns hackers, entretanto, transformaram essa atividade em ganho financeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro, os criminosos roubam as senhas de usu\u00e1rios das redes sociais usando os golpes tradicionais, como v\u00edrus e p\u00e1ginas falsas. De posse desses dados, eles t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de criar uma enorme base de cadastros que podem ser usados para clicar no bot\u00e3o &#8220;curtir&#8221; &#8211; um sinal de aprova\u00e7\u00e3o na web &#8211; e aumentar artificialmente o prest\u00edgio da p\u00e1gina de uma empresa nas redes sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os criminosos conseguem ganhar dinheiro porque existem ag\u00eancias que compram esse tipo de pacote para turbinar seus resultados&#8221;, afirma F\u00e1bio Assolini, gerente da empresa de seguran\u00e7a digital Kaspersky.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pre\u00e7os de uma falsa ag\u00eancia on-line, que j\u00e1 foi tirada do ar, mostrava h\u00e1 cerca de dois meses uma tabela de pre\u00e7o cujo pacote mais caro custava R$ 3.990 por cem mil &#8220;curtir&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os mesmos criminosos tamb\u00e9m ofereciam pacotes para o Twitter. S\u00f3 que em vez de um n\u00famero de &#8220;curtir&#8221;, o combo incluia uma quantidade de novos seguidores no microblog.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os golpes virtuais na \u00e1rea de publicidade n\u00e3o se limitam \u00e0s redes sociais. Os criadores do v\u00edrus DNS Changer, por exemplo, usavam os computadores contaminados pela praga virtual para gerar tr\u00e1fego para an\u00fancios vendidos por eles em uma falsa ag\u00eancia de publicidade on-line.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estimativa \u00e9 que esses criminosos tenham roubado cerca de US$ 14 milh\u00f5es entre 2007 e o fim de 2011. (BC)<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Bruna Cortez N\u00e3o \u00e9 de hoje que as redes sociais se tornaram um dos ambientes prediletos dos criminosos digitais. A raz\u00e3o \u00e9 simples: os hackers querem atingir o maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas, o que faz da audi\u00eancia crescente dos sites de relacionamento um grande atrativo. Mas com os usu\u00e1rios ficando mais cuidadosos com golpes antigos &#8211; como os links infectados por v\u00edrus &#8211; os hackers come\u00e7am a testar novos m\u00e9todos em sites como Facebook, Orkut e Twitter. Publicar an\u00fancios falsos, usando marcas conhecidas, \u00e9 uma dessas artimanhas. Os criminosos compram um espa\u00e7o publicit\u00e1rio no site de relacionamento. Quando clica na propaganda, o usu\u00e1rio \u00e9 direcionado para um site falso, que imita o verdadeiro. \u00c9 nessa p\u00e1gina que os golpistas roubam dados do cart\u00e3o banc\u00e1rio da v\u00edtima. &#8220;Os criminosos mudaram a parte operacional dos ataques&#8221;, disse Jos\u00e9 Matias, diretor de suporte t\u00e9cnico da McAfee, companhia especializada em seguran\u00e7a digital. 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