{"id":250,"date":"2013-01-03T17:02:03","date_gmt":"2013-01-03T19:02:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nivaldocleto.cnt.br\/news\/?p=250"},"modified":"2013-01-03T17:02:03","modified_gmt":"2013-01-03T19:02:03","slug":"consumo-de-dados-questiona-modelo-de-cobranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/consumo-de-dados-questiona-modelo-de-cobranca\/","title":{"rendered":"Consumo de dados questiona modelo de cobran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por Daniele Madureira | De S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cada 60 segundos, em todo o mundo, 168 milh\u00f5es de e-mails s\u00e3o enviados, 600 novos v\u00eddeos s\u00e3o postados no YouTube, 510 mil coment\u00e1rios s\u00e3o registrados no Facebook, 6,6 mil fotos s\u00e3o baixadas no Flickr, 98 mil &#8220;tweets&#8221; s\u00e3o transmitidos e 370 mil telefonemas s\u00e3o feitos pelo Skype.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1 por meio de bits \u00e9 incessante, como mostram os dados da empresa de pesquisa Heavy Reading, dos Estados Unidos, mas a receita decorrente de toda essa conversa digital ainda decepciona os provedores de servi\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um descompasso perigoso para os neg\u00f3cios. Para dar conta do crescente consumo mundial de dados, as empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es est\u00e3o investindo cinco vezes mais em dados do que em voz. Ainda assim, a receita \u00e9 proporcionalmente inversa: as teles faturam cinco vezes mais com voz do que com dados, segundo uma pesquisa da americana Amdocs, fornecedora de softwares de gest\u00e3o para operadoras de telefonia, feita em conjunto com a Heavy Reading.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa diferen\u00e7a, observam os especialistas, se deve \u00e0 falta de um modelo de cobran\u00e7a alinhado com o perfil de consumo do usu\u00e1rio. Em geral, os pacotes de dados s\u00e3o vendidos por &#8220;tamanho&#8221;, e n\u00e3o por tipo de uso. &#8220;A \u00e1rea de marketing das operadoras entende que poderia adaptar os produtos, adequar a oferta ao perfil de uso. Mas a empresa n\u00e3o conta com sistemas de tecnologia integrados o suficiente para oferecer isso&#8221;, disse o vice-presidente da Amdocs no Brasil, Nelson Wang.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o executivo, para cobrar proporcionalmente tanto do usu\u00e1rio intensivo quanto do usu\u00e1rio padr\u00e3o de internet, as companhias precisam de um sistema de tarifa\u00e7\u00e3o integrado a um programa de controle de pol\u00edticas de uso. Hoje, esses sistemas n\u00e3o se comunicam. A necessidade torna-se ainda mais premente com o advento da quarta gera\u00e7\u00e3o de telefonia m\u00f3vel (4G), baseada totalmente na internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o padr\u00e3o 4G, h\u00e1 uma converg\u00eancia muito maior de servi\u00e7os, at\u00e9 ent\u00e3o dispon\u00edveis principalmente na banda larga fixa, que passam a ser acessados em dispositivos m\u00f3veis. A expectativa \u00e9 que se torne cada vez mais comum a mensagem multim\u00eddia (MMS), uma evolu\u00e7\u00e3o do SMS, com recursos como \u00e1udio e v\u00eddeo integrados. Mas nem todas as operadoras est\u00e3o alertas para a necessidade de implantar uma nova tarifa\u00e7\u00e3o &#8211; em especial, as companhias que atuam na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Entre outubro e novembro do ano passado, a Amdocs ouviu 70 executivos de marketing e tecnologia de 35 operadoras de telecomunica\u00e7\u00f5es em quatro regi\u00f5es: Am\u00e9rica do Norte, Europa, \u00c1sia-Pac\u00edfico e Am\u00e9rica Latina (Brasil, M\u00e9xico, Chile e Col\u00f4mbia). Questionados se viam necessidade de integrar a pol\u00edtica de controle de dados \u00e0 tarifa\u00e7\u00e3o, 60% dos entrevistados na Am\u00e9rica Latina disseram que n\u00e3o. Na \u00c1sia-Pac\u00edfico, 20% deram essa resposta e, na Am\u00e9rica do Norte, apenas 10% n\u00e3o t\u00eam essa preocupa\u00e7\u00e3o. Na Europa, 100% consideram esse passo uma necessidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;No continente europeu e na Am\u00e9rica do Norte, onde o 4G j\u00e1 est\u00e1 disseminado, as operadoras t\u00eam consci\u00eancia da necessidade de cobrar pelo perfil do usu\u00e1rio de dados&#8221;, afirmou Wang. &#8220;A Am\u00e9rica Latina, e especialmente o Brasil, precisa atentar para essa nova pol\u00edtica de cobran\u00e7a, se n\u00e3o quiser ficar \u00e0 margem da revolu\u00e7\u00e3o do 4G, que traz paradigmas completamente novos de consumo.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, at\u00e9 o momento, apenas a Claro lan\u00e7ou comercialmente o servi\u00e7o 4G em quatro cidades: Recife, Campos do Jord\u00e3o (SP), B\u00fazios e Parati (RJ). De acordo com o cronograma de instala\u00e7\u00e3o do 4G definido pela Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel), todas as cidades-sede da Copa das Confedera\u00e7\u00f5es dever\u00e3o contar com o servi\u00e7o at\u00e9 abril. Em dezembro, o 4G dever\u00e1 ter sido estendido a todas as cidades-sede e subsedes da Copa do Mundo de 2014. E at\u00e9 o fim 2014, as cidades com mais de 100 mil habitantes dever\u00e3o contar com 4G.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria dos entrevistados reconhece que a falta de um suporte adequado em tecnologia da informa\u00e7\u00e3o limita as apostas em marketing, capazes de gerar diferencia\u00e7\u00e3o no mercado. Na Am\u00e9rica Latina, 60% dos entrevistados citam a capacidade de administrar transa\u00e7\u00f5es em tempo real como um desafio a ser vencido para atender a uma demanda personalizada de servi\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o basta oferecer o produto, \u00e9 preciso monitorar o comportamento do usu\u00e1rio em tempo real&#8221;, disse Wang. Em geral, afirmou o executivo, o consumidor n\u00e3o sabe quanto est\u00e1 usando da capacidade da rede. &#8220;Algu\u00e9m que tem [um pacote de] 10 megabytes de dados na rede m\u00f3vel pode ser surpreendido com o aviso de que sua velocidade vai cair para 100 Kilobits por segundo depois de ter atingido o consumo total&#8221;, disse. Depois disso, o consumidor precisa ligar para um call center e pedir banda adicional. Se a operadora tivesse um sistema de administra\u00e7\u00e3o de transa\u00e7\u00f5es em tempo real, a quest\u00e3o seria resolvida rapidamente.<\/p>\n<p>\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/www.valor.com.br\/sites\/default\/files\/gn\/13\/01\/arte03emp-201-pesquisa-b3.jpg\" alt=\"\" width=\"544\" height=\"268\" \/><\/p>\n<p><em>\u00a0Do Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Daniele Madureira | De S\u00e3o Paulo A cada 60 segundos, em todo o mundo, 168 milh\u00f5es de e-mails s\u00e3o enviados, 600 novos v\u00eddeos s\u00e3o postados no YouTube, 510 mil coment\u00e1rios s\u00e3o registrados no Facebook, 6,6 mil fotos s\u00e3o baixadas no Flickr, 98 mil &#8220;tweets&#8221; s\u00e3o transmitidos e 370 mil telefonemas s\u00e3o feitos pelo Skype. O bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1 por meio de bits \u00e9 incessante, como mostram os dados da empresa de pesquisa Heavy Reading, dos Estados Unidos, mas a receita decorrente de toda essa conversa digital ainda decepciona os provedores de servi\u00e7os. \u00c9 um descompasso perigoso para os neg\u00f3cios. Para dar conta do crescente consumo mundial de dados, as empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es est\u00e3o investindo cinco vezes mais em dados do que em voz. Ainda assim, a receita \u00e9 proporcionalmente inversa: as teles faturam cinco vezes mais com voz do que com dados, segundo uma pesquisa da americana Amdocs, fornecedora de softwares de gest\u00e3o para operadoras de telefonia, feita em conjunto com a Heavy Reading. Essa diferen\u00e7a, observam os especialistas, se deve \u00e0 falta de um modelo de cobran\u00e7a alinhado com o perfil de consumo do usu\u00e1rio. 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