{"id":1279,"date":"2019-11-06T17:13:30","date_gmt":"2019-11-06T20:13:30","guid":{"rendered":"http:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/?p=1279"},"modified":"2019-11-06T17:13:30","modified_gmt":"2019-11-06T20:13:30","slug":"para-ayres-britto-processos-de-retirada-de-conteudo-devem-obedecer-os-ritos-constitucionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/para-ayres-britto-processos-de-retirada-de-conteudo-devem-obedecer-os-ritos-constitucionais\/","title":{"rendered":"Para Ayres Britto, processos de retirada de conte\u00fado devem obedecer os ritos constitucionais"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1280\" src=\"http:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/2532132D21D5FAA8C304A355D9DB6B25D99B_delete.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/2532132D21D5FAA8C304A355D9DB6B25D99B_delete.jpg 620w, https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/2532132D21D5FAA8C304A355D9DB6B25D99B_delete-300x162.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p id=\"resenha\"><strong>Mesmo apontando que a internet trouxe alguns problemas e fatos novos, como as fake news, o ex-ministro reconheceu que ela tamb\u00e9m foi respons\u00e1vel por proporcionar novas comunicabilidades.<\/strong><\/p>\n<p>A Plataforma de Liberdade de Express\u00e3o e Democracia (PLED) da\u00a0<strong>FGV Direito SP<\/strong>\u00a0recebeu nesta ter\u00e7a, 29, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, que analisou o conceito de liberdade de express\u00e3o formulado pela\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>\u00a0em face ao regime de responsabilidade civil de provedores de servi\u00e7o de internet por conte\u00fado publicado por terceiros.<\/p>\n<p>Trata-se de uma quest\u00e3o central que est\u00e1 sendo julgada pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=5160549\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">RE 1037396<\/a>, interposto pelo Facebook contra decis\u00e3o da Segunda Turma Recursal C\u00edvel do Col\u00e9gio Recursal de Piracicaba, em S\u00e3o Paulo, que discute a constitucionalidade do artigo 19 do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2014\/lei\/l12965.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marco Civil da Internet<\/a>\u00a0(lei\u00a012.965\/14). Esse dispositivo exige pr\u00e9via e espec\u00edfica ordem judicial de exclus\u00e3o de conte\u00fado para a responsabiliza\u00e7\u00e3o civil de provedor de internet, websites e gestores de aplicativos de redes sociais por danos decorrentes de atos il\u00edcitos praticados por terceiros.<\/p>\n<p>Para o ex-ministro, a decis\u00e3o do recurso, cujo julgamento est\u00e1 pautado para 04 de dezembro, deve estar baseada no tratamento que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal oferece \u00e0 liberdade de express\u00e3o. \u201cA liberdade de express\u00e3o \u00e9 a maior express\u00e3o da liberdade\u201d, resumiu.<\/p>\n<p>Para refor\u00e7ar essa conclus\u00e3o, Ayres Britto retomou os princ\u00edpios pelos quais a Constitui\u00e7\u00e3o foi elaborada, que s\u00e3o basicamente a defesa dos valores democr\u00e1ticos, dos direitos humanos, a soberania popular, o pluralismo pol\u00edtico e a dignidade da pessoa humana.<\/p>\n<p>Diante desses fatores, e conjugando v\u00e1rios artigos constitucionais, Ayres Britto afirmou que a liberdade de express\u00e3o \u00e9 plena, sem brechas para a censura pr\u00e9via, ao mesmo tempo em que a carta constitucional teve o cuidado de tornar o sigilo das comunica\u00e7\u00f5es inviol\u00e1vel e proteger a intimidade.<\/p>\n<p>Mesmo apontando que a internet trouxe alguns problemas e fatos novos, como as fake news, o ex-ministro reconheceu que ela tamb\u00e9m foi respons\u00e1vel por proporcionar novas comunicabilidades.<\/p>\n<p>Para resolver essas quest\u00f5es, o ex-ministro afirma que \u00e9 preciso jurisdicionalizar a rede. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio criar solu\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas, em conformidade com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, para evitar uma grande judicializa\u00e7\u00e3o do tema\u201d.<\/p>\n<p>Dentro deste crit\u00e9rio, o jurista defende a ideia de que o artigo 19 deva ser considerado constitucional, por estabelecer condi\u00e7\u00f5es de retirada de conte\u00fado: por livre vontade do pr\u00f3prio provedor ou somente ap\u00f3s decis\u00e3o judicial.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/Quentes\/17,MI314153,21048-Para+Ayres+Britto+processos+de+retirada+de+conteudo+devem+obedecer+os\">MIGALHAS<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo apontando que a internet trouxe alguns problemas e fatos novos, como as fake news, o ex-ministro reconheceu que ela tamb\u00e9m foi respons\u00e1vel por proporcionar novas comunicabilidades. A Plataforma de Liberdade de Express\u00e3o e Democracia (PLED) da\u00a0FGV Direito SP\u00a0recebeu nesta ter\u00e7a, 29, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, que analisou o conceito de liberdade de express\u00e3o formulado pela\u00a0Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u00a0em face ao regime de responsabilidade civil de provedores de servi\u00e7o de internet por conte\u00fado publicado por terceiros. Trata-se de uma quest\u00e3o central que est\u00e1 sendo julgada pelo\u00a0RE 1037396, interposto pelo Facebook contra decis\u00e3o da Segunda Turma Recursal C\u00edvel do Col\u00e9gio Recursal de Piracicaba, em S\u00e3o Paulo, que discute a constitucionalidade do artigo 19 do\u00a0Marco Civil da Internet\u00a0(lei\u00a012.965\/14). 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