{"id":1064,"date":"2004-05-26T14:04:44","date_gmt":"2004-05-26T17:04:44","guid":{"rendered":"http:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/?p=1064"},"modified":"2019-08-26T14:04:56","modified_gmt":"2019-08-26T17:04:56","slug":"a-tecnologia-na-relacao-fisco-contribuinte-contabilista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/a-tecnologia-na-relacao-fisco-contribuinte-contabilista\/","title":{"rendered":"A tecnologia na rela\u00e7\u00e3o fisco-contribuinte-contabilista"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<h5><em>Por Nivaldo Cleto<\/em><br \/>\n<em>Revista Fenacon em Servi\u00e7os 101 &#8211; maio 2004<\/em><\/h5>\n<p>N\u00e3o faz muito tempo, o profissional de contabilidade ainda era chamado a demonstrar in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es fiscais e tribut\u00e1rias atrav\u00e9s de formul\u00e1rios obsoletos, que deveriam ser preenchidos atrav\u00e9s de m\u00e1quina de escrever, com o aux\u00edlio de uma calculadora. Durante algum tempo, mesmo j\u00e1 dispondo de m\u00e9todos modernos, com a inform\u00e1tica em pleno uso nas empresas privadas, o Fisco &#8211; acomodado na tradicional burocracia &#8211; continuava impondo seu ritmo superado ao contribuinte.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1065 aligncenter\" src=\"http:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/mai04_1.gif\" alt=\"\" width=\"243\" height=\"488\" \/><\/p>\n<p>Hoje, principalmente ap\u00f3s o uso intensivo da Internet, com a multiplicidade de tributos e obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias surgidos, tipo: Cofins, DCTFs, Dacon, DIPI, Dimob, DIF-Papel Imune, CIDE Combust\u00edveis, Decred, etc&#8230;, o contabilista passou a ser um elo important\u00edssimo. Ele presta servi\u00e7os profissionais ao contribuinte e, por conseq\u00fc\u00eancia, \u00e9 um servidor do Fisco, da mais alta confiabilidade, em fun\u00e7\u00e3o da sua \u00e9tica no cumprimento da Lei.<\/p>\n<p>Ou seja, o profissional da contabilidade tem que tornar a vida do cliente &#8211; o contribuinte, e sua pr\u00f3pria vida o menos &#8216;pesada&#8217; poss\u00edvel e com um agravante: trabalha para dois e s\u00f3 recebe de um. \u00c9 isto mesmo. Os governos deveriam criar mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o, presen\u00e7a, acompanhamento, suporte, esclarecimento, para propiciar aos contribuintes todas as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias ao correto planejamento de suas atividades, apura\u00e7\u00e3o e recolhimento dos impostos devidos. Mas n\u00e3o! S\u00f3 exigem!<\/p>\n<p>E o pior, nomeiam graciosamente um profissional que acaba por n\u00e3o poder errar para fazer seu servi\u00e7o, portanto, muito pior do que ser um servidor p\u00fablico, pois, caso este erre (desde que corrija depois) n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o danoso, afinal est\u00e1 livre de penalidades, multas etc.<\/p>\n<p>Vou citar um caso que vem deixando os contabilistas e seus clientes contribuintes com s\u00e9rias dificuldades para regularizar os processos de cobran\u00e7a, face \u00e0 efici\u00eancia e rapidez das cobran\u00e7as executivas. A DCTF foi criada para declarar os d\u00e9bitos e cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios federais com a finalidade de agilizar a cobran\u00e7a dos impostos declarados e n\u00e3o pagos.<\/p>\n<p>Perfeito, o governo deve cobrar os inadimplentes, s\u00f3 que o grau de complexidade para preencher uma DCTF \u00e9 enorme, ocasionando diversos erros no cruzamento entre as guias pagas pelos contribuintes e os valores declarados. Muito bem, os contribuintes somente descobrem o erro quando o fisco encaminha a cobran\u00e7a direto para a Procuradoria, pois a DCTF \u00e9 uma confiss\u00e3o de d\u00edvida.<\/p>\n<p>Enquanto o contribuinte tenta comprovar junto ao \u00f3rg\u00e3o arrecadador na fase administrativa que h\u00e1 erros na cobran\u00e7a, pois as guias foram devidamente liquidadas, a Procuradoria encaminha rapidamente para o judici\u00e1rio, n\u00e3o dando tempo suficiente para analisar a defesa administrativa do contribuinte (chamado em S\u00e3o Paulo de envelopamento). Como em S\u00e3o Paulo existem dezenas de milhares de processos para an\u00e1lise, o contribuinte recebe o mandato de penhora de bens do judici\u00e1rio para garantir a defesa ou pagamento da d\u00edvida.<\/p>\n<p>Nesse meio tempo, o contribuinte \u00e9 penalizado, sendo o seu nome encaminhado para o Cadin, Serasa e servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito, perdendo o cr\u00e9dito no sistema financeiro. Ele corre o s\u00e9rio risco de ter seu patrim\u00f4nio penhorado, tudo porque a velocidade do processamento eletr\u00f4nico das informa\u00e7\u00f5es \u00e9 dezenas de vezes mais r\u00e1pido do que a velocidade dos servidores de analisarem as defesas administrativas.<\/p>\n<p>O volume e a complexidade dos dados torna a tecnologia imprescind\u00edvel<\/p>\n<p>Sem a aplica\u00e7\u00e3o e a constante atualiza\u00e7\u00e3o da tecnologia, o profissional cont\u00e1bil de hoje n\u00e3o mais sobrevive. E n\u00e3o \u00e9 o sobreviver financeiro a que nos referimos. \u00c9 a sobreviv\u00eancia das obriga\u00e7\u00f5es que tem de atender para satisfazer as necessidades dos seus clientes &#8211; os contribuintes. Isto causou e ainda causa forte impacto, no sentido amplo da palavra, ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o. Esse impacto d\u00e1-se em duas vertentes:<\/p>\n<p><strong>1) Mudan\u00e7a<\/strong> &#8211; a tecnologia atualmente em uso caracteriza-se pela r\u00e1pida obsolesc\u00eancia &#8211; a ind\u00fastria da tecnologia \u00e9 cruel, como um dia ouvi de um profissional da \u00e1rea. A sociedade paga uma conta alt\u00edssima com as inova\u00e7\u00f5es di\u00e1rias a que todos assistimos: m\u00e1quinas cada vez mais velozes, instrumentos cada vez mais sofisticados e a gravidade disso tudo: quem paga a conta \u00e9 o usu\u00e1rio! Portanto, a r\u00e1pida obsolesc\u00eancia do hardware pode ser mortal, pois o c\u00e9u \u00e9 o limite&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Nivaldo Cleto Revista Fenacon em Servi\u00e7os 101 &#8211; maio 2004 N\u00e3o faz muito tempo, o profissional de contabilidade ainda era chamado a demonstrar in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es fiscais e tribut\u00e1rias atrav\u00e9s de formul\u00e1rios obsoletos, que deveriam ser preenchidos atrav\u00e9s de m\u00e1quina de escrever, com o aux\u00edlio de uma calculadora. Durante algum tempo, mesmo j\u00e1 dispondo de m\u00e9todos modernos, com a inform\u00e1tica em pleno uso nas empresas privadas, o Fisco &#8211; acomodado na tradicional burocracia &#8211; continuava impondo seu ritmo superado ao contribuinte. Hoje, principalmente ap\u00f3s o uso intensivo da Internet, com a multiplicidade de tributos e obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias surgidos, tipo: Cofins, DCTFs, Dacon, DIPI, Dimob, DIF-Papel Imune, CIDE Combust\u00edveis, Decred, etc&#8230;, o contabilista passou a ser um elo important\u00edssimo. Ele presta servi\u00e7os profissionais ao contribuinte e, por conseq\u00fc\u00eancia, \u00e9 um servidor do Fisco, da mais alta confiabilidade, em fun\u00e7\u00e3o da sua \u00e9tica no cumprimento da Lei. Ou seja, o profissional da contabilidade tem que tornar a vida do cliente &#8211; o contribuinte, e sua pr\u00f3pria vida o menos &#8216;pesada&#8217; poss\u00edvel e com um agravante: trabalha para dois e s\u00f3 recebe de um. \u00c9 isto mesmo. Os governos deveriam criar mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o, presen\u00e7a, acompanhamento, suporte, esclarecimento, para propiciar aos contribuintes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[9],"class_list":["post-1064","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","tag-revista-fenacon"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1064","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1064"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1064\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1066,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1064\/revisions\/1066"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nivaldocleto.cnt.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}